ENTREVISTAS E BIOGRAFIA DE ROD TIGRE
Rod Tigre - Rod Gonzalez (Rodrigo Gonzalez)
Rod Tigre - Rod Gonzalez (Rodrigo Gonzalez) é um roteirista, pesquisador, escritor, músico, DJ, documentarista e ativista cultural brasileiro, especializado em histórias em quadrinhos (HQs), com ênfase em super-heróis nacionais. Atua desde meados dos anos 2000 no cenário independente de quadrinhos, na pesquisa histórica sobre a origem brasileira do gênero de super-heróis e em movimentos culturais, políticos e religiosos. É filho do dramaturgo Armando Azzari.
Biografia e vida pessoal
Rod Tigre - Rod Gonzalez (Rodrigo Gonzalez) nasceu no Brasil. Residiu em São Paulo, onde iniciou e desenvolveu grande parte de sua carreira nos quadrinhos independentes, vendendo gibis em sinais de trânsito e pontos de ônibus como forma de distribuição direta ao público. Posteriormente mudou-se para o Rio de Janeiro, onde continua ativo como pesquisador, roteirista e membro de grupos culturais, políticos e religiosos.
É filho de Armando Azzari, dramaturgo, e frequentemente menciona o pai em textos e participações em fanzines (como no QI – Quadrinhos Independentes), relacionando-o a figuras históricas dos quadrinhos brasileiros e a contextos culturais.
Rod Tigre se apresenta publicamente como grande fã da atriz Daniella Perez. Escreveu matérias sobre ela no fanzine QI – Quadrinhos Independentes (incluindo referências em seções de fórum e homenagens) e produziu material audiovisual relacionado à atriz.
Atuação como músico, DJ e produtor
Rod Tigre tem uma trajetória ativa e consistente no underground musical brasileiro. Sua primeira banda registrada foi a **Crianças 121**, da qual foi vocalista e letrista. O grupo gravou uma demo em 2004 (disponível para download [aqui]), com formação que incluía Valter de Simone (1955-2017) [obituário] na guitarra solo — músico paulistano de Mirandópolis / Praça da Árvore que dedicou a vida à música de forma discreta, tocando em bares, festas e festivais e participando de bandas como Século 21, Pouso Alto e Metrô Fusion, sem almejar a fama. Detalhes sobre a demo estão no blog de Rod Tigre.
Entre 2006 e 2016 liderou a **Sete Vidas** (ou **7 Vidas**), banda que misturava punk rock, hard rock, emo e gótico. Teve formações em São Paulo e no Rio de Janeiro e lançou quatro demos, além de uma coletânea com músicas inéditas da formação carioca e gravações de shows (disponível [aqui]) e também no YouTube no canal Christian Punk. Demos adicionais podem ser encontradas no ReverbNation e também existem músicas no Soundcloud.
Como produtor, assinou o último lançamento de Damião Experiença, a coletânea *Cemitério Nazista 2*.
Também atuou como DJ em festas de rock entre 2016 e 2022 na região da Rua Ceará, no Rio de Janeiro, nos bares Porto Pirata, Heavy Duty, O Pecado Mora ao Lado e Oasis Bar, reforçando sua presença constante na cena underground.
Carreira nos quadrinhos
Sua carreira formal nos quadrinhos começa por volta de 2005-2006. O primeiro roteiro publicado apareceu na revista virtual dos Vigilantes (grupo de super-heróis criado por Marcos Gratão), nas edições 16 a 20, com arte do próprio Gratão, em 2006.
A partir de 2008, publicou a série de seu personagem principal, Blenq (super-herói ecológico/surfista, defensor do meio ambiente, com parceiro Luã e outros personagens associados como Blinka):
- Números 1 a 7 pela editora Júpiter 2.
- Número 8 pela editora Universo.
- Números 9 a 11 pela editora Brasil Comics.
- Edição especial Blenq & Jou Ventania (Universo, 2015).
- Encontro com Benjamim Peppe (edição 8, 2017).
- Roteiro de Os Patrões Apresentam: Golden Guitar (Universo), envolvendo o clássico super-herói brasileiro Golden Guitar.
Outros roteiros notáveis incluem:
- Duas histórias de Velta (desenhadas por Emir Ribeiro): uma na revista Tempestade Cerebral nº 4 e outra em Velta e Raio Negro nº 4.
- Histórias inéditas de **Thutharella** (em parceria com Marconi Lapada, desenhos de Emir Ribeiro).
- Roteiros para o grupo **Comando Justiça** (criado e desenhado por Darlei Nunez desde 1995), com edições recentes como *Novo Comando Justiça* nº 1 e nº 2 (a partir de cerca de 2023).
- Aparições de Blenq em fanzines: participação no fanzine *Heróis Brazucas* na edição número 77; e nas edições 71, 72, 73, 79, 80 e 82 do fanzine *Múltiplo* e nas edições 189 e 194 do fanzine *Quadrinhos Independentes*
Rod Tigre - Rod Gonzalez (Rodrigo Gonzalez) é conhecido por uma abordagem “faça você mesmo” (DIY), vendendo gibis diretamente nas ruas, priorizando preço baixo e alcance popular em vez de feiras de comics tradicionais. Colaborou com mestres como Rodolfo Zalla (que desenhou *Blenq* nº 2 e nº 4, envolvendo o Lobisomem de Sepé e a personagem clássica Zora), Emir Ribeiro, William Cabral, Darlei Nunez, Johnny Fonseca, José Salles (Júpiter 2), Eugênio Colonnese (autorizou a participação do seu personagem Gato em *Blenq* nº 8) e Walmir Amaral (encontro com Zhor em *Blenq* nº 10). Participou da Central de Quadrinhos Brasileiros (CQB), movimento que buscava leis de proteção e cotas para obras nacionais.
É um dos principais pesquisadores e defensores da tese de que o gênero de super-heróis tem origem brasileira, anterior e influente sobre os comics norte-americanos. Argumenta, com base em datas e exemplos (Príncipe Oscar de 1908 e outros), que muitos heróis gringos seriam plágios ou derivados de criações nacionais. Mantém blogs como *rodtigremania.blogspot.com* e conteúdos sobre primeiros super-heróis do mundo (séries de encartes no fanzine QI).
É Imortal da Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos (cadeira 9, do mestre Gedeone Malagola). Escreveu matérias para a revista *Mundo dos Super-Heróis* (Editora Europa), inicialmente focadas em super-heróis nacionais e depois em heróis da América Latina. Contribuiu extensivamente para sites e blogs como Bigorna.net, Impulso HQ, Quadrinharte, Mulheres nos Quadrinhos, CQB e fóruns. Publicou várias obras com suas pesquisas disponibilizadas gratuitamente na internet.
Principais personagens
- **Blenq**: Super-herói ecológico, surfista com prancha voadora e traje que absorve impactos. Temas frequentes: preservação ambiental (ex.: bicho-preguiça), lendas brasileiras (Lobisomem de Sepé), indígenas e críticas sociais. Luã, seu parceiro com poderes mentais; filha de criação Blinka. Já se encontrou com super-heróis brasileiros clássicos (o Gato e Zhor) e esteve em projetos coletivos e/ou com outros personagens (Vigilantes, os Patriotas, Fábrica de Monstros, Alfa- A Primeira Ordem, Comando Justiça e Os Sete).
- **Thutharella**: Thutharella é uma guerreira solitária e nua criada por Rodrigo (Rod) Gonzalez aos 7 anos de idade. Sem usar sapatos ou armadura, combatendo apenas com espada e escudo, ela se destaca por sua agilidade e pele extremamente resistente — herança de sua tribo —, só cobrindo-se com peles de animais em locais congelantes. Por não manter relações sexuais nas histórias, é tida como virgem, embora exista a lenda de que rasgou as próprias roupas após vingar a morte de seu amor e resistir à tentativa de violência de seus algozes. Apesar de ser delicada e feminina fora de combate, enfrenta com fúria monstros como os derdos, o terrível Satuniss e o asqueroso El Ratão, além de sua arqui-inimiga sádica Evitah. Suas HQs foram desenhadas por Emir Ribeiro e continuam inéditas
- O Boi Bumbá é um super-herói criado por Rod Tigre, inspirado na tradicional figura do boi do folclore brasileiro. O personagem tinha seu próprio fotologue e aparecia na página da CQB. estreou em uma revista virtual própria no projeto QG do Homem-Escudo, tendo posteriormente participado de outras histórias e aparecido no PSIU nº 4, de junho de 2022, na HQ Boi Bumbá & Punhal 777.
Na concepção de Rod Tigre, o personagem transforma uma figura profundamente ligada à cultura popular brasileira em um herói de histórias em quadrinhos, incorporando o imaginário do folclore nacional ao universo dos super-heróis. Mais tarde, Boi Bumbá também passou a aparecer nas histórias do grupo Comando Justiça.
- A **CSB (Central de Super-Heróis Brasileiros)** é uma equipe de super-heróis brasileiros que apareceu em uma única história em quadrinhos, em crossover com os **Vigilantes** (de Marcos Gratão). Apesar da aparição isolada, seus membros eram presença frequente nos fotologues e no site da CQB na época. A equipe era composta por: Blenq e Luã; Afro Gêmeos – Os irmãos gêmeos Murilo Leão e Patrícia Leão, um homem e uma mulher, descendentes de quilombolas. Vivem no ultramoderno quilombo de Trindade e possuem a capacidade de se transformar em leão e leoa; Robô Azul – Androide que possui o coração do gênio Royal Biduzinho. O personagem reapareceu posteriormente em *Novos Patriotas*, de Darlei Nunez, Beldade – Heroína carioca nascida em uma comunidade, que também atua como cantora de funk; Rosa Púrpura – Possui o poder de criar roseiras espinhosas na palma das mãos.
A história em que a CSB estreou faz parte do arco dos Vigilantes contra a Vigília Patriótica e Sincerovsky, e representa um dos primeiros grandes encontros entre equipes de super-heróis brasileiros no cenário independente online da década de 2000.
A CQB deu destaque especial a essa publicação por meio de entrevistas com os autores. Em entrevista com Marcos Gratão, o artista confirmou o encontro entre os Vigilantes e a CSB já na edição 18 da saga, destacando seu interesse em realizar crossovers com outros personagens nacionais. Já na entrevista com o roteirista Rod Gonzalez, foram abordados a parceria na produção da HQ, a criação da Vigília Patriótica (grupo de vilões nacionalistas radicais que se aliam a Sincerovsky) e os planos futuros envolvendo alguns dos personagens da CSB.
- Contribuições a **Velta**, **Comando Justiça**, **Golden Guitar** e encontros com personagens de outros criadores (Zhor, Gato,Vigilantes, Jou Ventania, Benjamim Peppe, Punhal 777 etc.).
Central dos Quadrinhos Brasileiros (CQB): A Militância pela Valorização do Quadrinho Nacional
Durante a década de 2000, o cenário dos quadrinhos independentes no Brasil passou por um intenso período de redefinição e debate acerca do mercado editorial, da identidade cultural e do papel da internet na circulação de obras autorais. Nesse contexto, a Central dos Quadrinhos Brasileiros (CQB) — portal mantido na plataforma GeoCities — consolidou-se como uma das plataformas digitais mais ativas de resistência e articulação do setor.
Entre as vozes mais contundentes desse ecossistema, destacou-se o ensaísta, roteirista e articulista Rod Gonzalez, cujos textos, críticas e manifestos tornaram-se referências centrais para a militância nacionalista no quadrinho brasileiro.
1. O Pensamento Ideológico e a Tese do Boicote Cultural
A contribuição teórica mais emblemática de Rod Gonzalez no portal CQB deu-se através da série de ensaios intitulada
Sua argumentação sustentava-se em três pilares:
O Resgate da Prioridade Histórica Brasileira: Gonzalez combatia o desconhecimento histórico que marginalizava as produções locais, enfatizando que a linguagem dos quadrinhos já era praticada no Brasil por pioneiros como Ângelo Agostini antes do surgimento de marcas internacionais como o Yellow Kid nos EUA, e sustentava que o tradicional "formato americano" tivera origens na própria imprensa brasileira.
Denúncia do Plágio e Apropriação: O autor apontava o que considerava um padrão de exploração da criatividade nacional pela indústria internacional, citando episódios em que criações de autores como Fernando Ikoma (criador de Fikom), Gedeone Malagola e Eugênio Colonnese teriam sido aproveitadas sem o devido crédito.
Desmistificação dos Super-Heróis: Para Gonzalez, o gênero não deveria ser tratado como propriedade intelectual ou cultural dos Estados Unidos, mas sim como um formato narrativo universal capaz de abrigar a identidade e o contexto social brasileiro.
Como solução prática, Gonzalez conclamava os leitores e desenhistas a promoverem um boicote ao material importado para forçar a criação de um mercado autônomo e autossustentável.
2. Os Manifestos da CQB e a Conclamação à Ação
Em textos como o
Sobre a dominação das grandes corporações editoriais, escreveu:
"Os tais mafiosos dos quadrinhos são pessoas poderosas, representatives de grandes conglomerados empresariais, justamente marvel, dc e etc... Se até os chamados 'cafés pequenos' são difíceis de se processar, imagina os poderosos. [...] Todo mundo só quer copiar estadunidense, mas os que querem ser originais acabam execrados pela burrice da maioria teleguiada, e dos estilhaços da explosão de entreguismo e alienação dos outros artistas." — Rod Gonzalez,
Manifesto 5 da CQB
Gonzalez cobrava a união da categoria e a exigência do cumprimento de legislações de proteção ao mercado nacional:
"Lutemos juntos por justiça, vamos priorizar nossa arte, tem que se cumprir a lei dos 50% de quadrinhos nacionais por editora para se acabar com a exploração de mais de meio-século. Retirem suas focinheiras, despertem desse transe hipnótico a que foram submetidos, vocês não tem opinião nem opção dentro de um império colonizador que usa dos meios mais obscuros pra manter seu poder." — Rod Gonzalez,
Manifesto 5 da CQB
Apesar da veemência de suas críticas, o autor reforçava sua confiança no potencial transformador do desenhista independente:
"Eu posso ter problemas pessoais com um artista ou outro, mas não desmereço nenhum brasileiro por sua arte, porque só o fato de estar desenhando já o torna alguém diferente nesse nosso Brasil 2000... Seja como for, todo desenhista é um rebelde por natureza! Para a revolução é um pé, e por isso conclamo todos artistas brasileiros, por menos que façam do seu talento, da sua arte, vamos nos unir, porque eu confio no seu desenho!" — Rod Gonzalez,
Manifesto 5 da CQB
3. Rede de Influências, Diálogos, Criações, Mestres e Referências Históricas Citadas por Rod Gonzalez
A trajetória de Rod Gonzalez na CQB e na comunidade de fotologs da época esteve ligada a uma ampla rede de autores, veteranos e criadores independentes com os quais dialogava, colaborava ou debatia.
Em suas reflexões sobre a história das HQs no Brasil, reverenciava figuras históricas e mantinha diálogo com veteranos do setor:
Gedeone Malagola: Criador do Raio Negro, apontado por Gonzalez como uma das maiores expressões do super-herói nacional.
Emir Ribeiro: Criador da personagem Velta. Gonzalez manteve um debate crítico de alto nível no artigo Fazendo História 5, analisando a personagem e recebendo comentários e tréplicas do próprio autor.
Ziraldo Alves Pinto e Maurício de Sousa: Citados com frequência ao analisar as raras trajetórias de sucesso comercial nas bancas de jornal brasileiras
4. Repercussão, Crítica e a Defesa de Seu Nome
No artigo Em Defesa do Rod Gonzalez 1, o escritor Paulo Kessa Ramires registrou o impacto do pensamento de Gonzalez frente ao cenário independente:
Ramires argumentou ainda sobre a importância do trabalho de Gonzalez em comparação aos grandes nomes consolidados do mercado:
"Já até chegaram a perguntar para mim: 'como vc pode ser fã do Rod, um artista que só publicou na internet? Como vc pode compará-lo com Emir Ribeiro, Ziraldo Alves Pinto e Maurício de Souza, nossas maiores estrelas?' Posso, porque reconheço que o Rod promoveu em pouco tempo grandes mudanças na maneira de se pensar HQ Brasileira." — Paulo Kessa Ramires, Em Defesa do Rod Gonzalez 1
Em outra manifestação de apoio publicada na própria CQB, o artista Bruce Michael reforçou a importância de Rod Gonzalez para a preservação e valorização dos quadrinhos nacionais. Bruce expressou felicidade ao saber que Rod havia deixado de participar do fórum MBB — espaço conhecido por defenestrar o super-herói brasileiro e o autor nacional —, onde Gonzalez travou intensas disputas em defesa da produção nacional:
Bruce destacou ainda o trabalho de Rod como algo inegável para a memória das HQs brasileiras:
"Não estou escrevendo isso pra fazer média com o Rod (o qual mal conheço), mas que está fazendo um trabalho notável pela memória das hq nacionais é inegável. Ele me parece um cara sincero e de fato, minha mente lógica me impede de discordar sobre um 'a' dito por ele. Força, Rod! Uma homenagem ao garimpeiro de preciosidades Rod 'Blenq' Gonzalez!" — Bruce Michael, Em Defesa do Rod Gonzalez 2 [fonte arquivada]
A trajetória de Rod Gonzalez na Central dos Quadrinhos Brasileiros (CQB) reflete um momento singular da historiografia das HQs no Brasil: a transição da militância via fanzines impressos para as plataformas digitais da Web 1.0/2.0. Sua atuação combinou a formulação teórica nacionalista, a crítica editorial e a articulação direta entre artistas independentes, deixando um registro documental relevante para os estudos sobre a preservação e a soberania dos quadrinhos no país.
Em https://web.archive.org/web/20180606134539/http://www.geocities.ws/bartolomeuvaz/forum1.html, ao se deparar com as discussões em que Rod (como Blenq) defendia o quadrinho nacional, Bartolomeu registrou: “Tinha lá um tal de ‘Blenq, um surfista Brasileiro’, que claramente dominava toda a situação, exibindo um nível de discernimento raro entre essa cambadinha nova e lobotomizada. Era tal qual ver um elefante pisoteando formigas. O Blenq, de fato, me impressionou.” Ele ainda reforçou pontos de Rod sobre a necessidade de propaganda e incentivo ao material brasileiro: “Corretíssimo. Só se faz mercado com propaganda e incentivo.”
Já em https://web.archive.org/web/20180606134544/http://www.geocities.ws/bartolomeuvaz/forum2.html, após identificar que Blenq era Rod Gonzalez, da CQB, Bartolomeu declarou-se fã: “O mais pasmoso era que o Blenq Gonzalez estava lá sozinho arrostando as chamas, as quedas de árvores gigantes, e resistindo ao calor infernal e sufocante. Cambada, aquilo é que é ser macho! [...] Que me desculpem os seus combatentes, mas fiquei fã do gajo.” Ele criticou duramente os opositores, acusando-os de despeito e vilania, e posicionou-se ao lado de Rod.
Nas seções de “Pitacos”, o apoio continuou. Em https://web.archive.org/web/20180606135310/http://www.geocities.ws/bartolomeuvaz/pitacos1.html, Bartolomeu referiu-se a Rod como “meu hoje amiguinho Rod Gonzalez” e valorizou as entrevistas que este realizava na CQB com mestres como Gedeone Malagola e Eugênio Colonnese. Já em https://web.archive.org/web/20180606134614/http://www.geocities.ws/bartolomeuvaz/pitacos5.html, diante de polêmicas envolvendo a HQ dos Vigilantes (roteirizada por Rod), afirmou categoricamente: “Meu amiguinho da CQB Rod ‘Blenq’ Gonzalez é meu chapa, então fiquei do lado dele no pampeiro.” E concluiu, confiando na palavra de Rod: “Se é meu amiguinho Blencola, presidente da CQB, que está a dizer que o Gratão é gente-fina e faz tudo isso pela hq nacional... quem sou eu pra negar? E viva ele!”
Esses trechos evidenciam o respaldo consistente que Bartolomeu Vaz ofereceu a Rod, destacando sua coragem, discernimento e determinação em defender o quadrinho brasileiro mesmo sob forte oposição.
Entrevistas, trabalho na revista Mundo dos Super-Heróis e a amizade com Rodolfo Zalla
Rod Tigre realizou um amplo conjunto de entrevistas com mestres do quadrinho nacional, artistas independentes, colecionadores, fanzineiros, editores e novos talentos, publicadas em sites e fanzines. O trabalho teve início em 2006 na CQB, com conversas como as realizadas com Gedeone Malagola e Eugênio Colonnese, e ganhou maior volume entre 2009 e 2011, especialmente no Impulso HQ, onde saíram dezenas de entrevistas. Outros veículos que publicaram suas matérias incluem Quadrinharte, Tony Fernandes Estúdios Pégasus, Jou Ventania Blogspot, Bigorna e, mais tarde, fanzines como o Múltiplo e o No Mundo das HQ. O ritmo intenso das entrevistas diminuiu após 2011, embora ainda tenham ocorrido algumas posteriores, como a de Athos Eichler Cardoso em 2014 e, em 2021, as de Isaías Santos Silva, Carlos Alberto Oliveira (criador do Asa Psique e editor do fanzine Epopeia Potiguar) e Élbio Porcellis.
Entre os entrevistados mais conhecidos estão nomes como Gedeone Malagola, Eugênio Colonnese, Cláudio Seto, Emir Ribeiro e Franco de Rosa. Algumas dessas conversas foram as últimas em vida de Gedeone, Colonnese e Cláudio Seto. Rod também deu espaço a novos talentos, fanzineiros, editores e colecionadores, como José Salles, Gabriel Rocha, Lorde Lobo, Darley Nunez, Alexandre Nagado, Lincoln Nery, Cynthia Carvalho (criadora do Leão Negro), Fábio Santoro (colecionador), Wagner Ramari, Luis Schiavon, Demétrio Alexandre, Mauricio Roselli Augusto e o catalogador Lancelott (Bartolomeu Martins), entre muitos outros. Rod buscava pessoalmente os contatos dos mestres e, em muitos casos, realizava as entrevistas presencialmente, construindo assim uma ampla rede de relações no meio. Essa rede o levou a colaborar na revista Mundo dos Super-Heróis (até pelo menos meados da década de 2010).
O livro Super-Heróis Brasileiros da Revolução registra que Rod participou da gravação original do DVD Ao Mestre com Carinho, documentário dirigido por Márcio Baraldi e lançado em 2013 sobre a vida e a obra de Rodolfo Zalla (o trabalho recebeu o Troféu HQ Mix de 2014 na categoria Homenagem Especial). O livro narra que Zalla quis fazer a entrevista com Rod num clima boêmio de boteco, bebendo cerveja e fumando, o que acabou destoando de sua imagem pacata. Embora tenha ficado de fora da edição final, Ainda assim, Zalla citou Rod, dizendo “gostei do menino e fiz” ao explicar por que desenhou histórias do Blenq.
Da CQB à Ação dos Quadrinhos Brasileiros (AQB): Radicalização Ideológica, Debates Virtuais e Polêmicas (2009–2017)
Com o declínio gradual das redes Web 1.0 e o encerramento do portal GeoCities ao final dos anos 2000, a atuação de Rod Gonzalez (Rod Tigre) não se encerrou; pelo contrário, atravessou uma fase de transição e radicalização política no ambiente digital. Entre 2009 e meados dos anos 2010, sua militância em prol das HQs nacionais desdobrou-se na criação de um novo coletivo — a Ação dos Quadrinhos Brasileiros (AQB) — e em uma participação ruidosa e polarizadora em fóruns de debate, sob a alcunha de Blenq.
1. A Formação da AQB (Ação dos Quadrinhos Brasileiros)
Surgido a partir de 2009 como uma evolução direta e mais beligerante das pautas iniciadas na Central dos Quadrinhos Brasileiros (CQB), o movimento AQB (Ação dos Quadrinhos Brasileiros) consolidou-se como um selo de militância cultural, nacionalista e panfletária.
Se a CQB ainda funcionava como um portal agregador e informativo, a AQB estruturou-se como uma "frente de combate" voltada a confrontar o que Gonzalez e seus interlocutores consideravam a colonização do mercado editorial brasileiro por modelos estrangeiros. As ações e manifestos do grupo estenderam-se ativamente até pelo menos 2017, registrando momentos marcantes de intervenção pública:
17 de Fevereiro de 2013: Manifestação formal do grupo em caixas de comentários de blogs especializados (como o Leituras de BD), marcando posição contra lançamentos corporativos e propondo o consumo exclusivo de obras autorais locais.
15 de Abril de 2013: Intervenção direta e em caixa alta nos canais virtuais do desenhista Danilo Beyruth. Em tom veemente, o perfil da AQB – AÇÃO DO QUADRINHO BRASILEIRO opôs-se à releitura de personagens clássicos por artistas vinculados ao mercado internacional, reivindicando a salvaguarda de ícones nacionais:
"NÃO QUEREMOS PESSOAS QUE ESTÃO ASSOCIADAS À IMAGEM DO QUADRINHO INTERNACIONAL FAZENDO USO DO GARRA CINZENTA! AQB – AÇÃO DO QUADRINHO BRASILEIRO."
A Blindagem do Legado Histórico: O grupo utilizava o testemunho de veteranos para fundamentar suas teses históricas, invocando frequentemente a autoridade do quadrinista e jornalista Gedeone Malagola (criador do Raio Negro) ao rebater análises do mercado e reivindicar a salvaguarda de personagens históricos:
"NÃO EXISTE BOATO ALGUM. A CRIADORA DO GARRA CINZENTA É HELENA FERRAZ SEGUNDO A FONTE FIDEDIGNA DO MESTRE GEDEONE MALAGOLA. [...] O GARRA CINZENTA FAZ PARTE DA AQB – AÇÃO DOS QUADRINHOS BRASILEIROS."
O movimento adotou uma postura abertamente ufânica e protecionista, sintetizada em panfletos e postagens com slogans como:
"AQB: Ação dos Quadrinhos Brasileiros! O Brasil precisa de você! Fora da AQB não há salvação para o quadrinho nacional!"
2. A Atuação no Fórum MBB sob a Alcunha de "Blenq"
Paralelamente às atividades do selo AQB, Rod Gonzalez manteve presença constante nos grandes espaços de discussão da comunidade de quadrinhos na internet brasileira, notadamente no fórum Multiverso Bate-Papo (MBB). Adotando a alcunha de Blenq, Gonzalez tornou-se uma figura polêmica e central nos debates da seção de quadrinhos nacionais (em especial em tópicos históricos como "Super-heróis brasileiros").
No MBB, Blenq apresentou-se como um defensor intransigente dos criadores locais, assumindo uma postura abertamente confrontacional contra os membros do fórum que adotavam uma visão globalizada ou simpática ao mercado estadunidense (mainstream de Marvel e DC).
As Embates com "BK" e o Espectro das Polêmicas
A passagem de Blenq pelo fórum MBB foi marcada por intensos embates verbais, destacando-se as altercações com o usuário BK e outros críticos de sua abordagem ideológica. Esses confrontos giravam em torno de temas recorrentes:
Denúncia dos "Mercenários" e do "Entreguismo": Blenq criticava duramente os desenhistas brasileiros que trabalhavam para editoras estrangeiras, acusando-os de drenar o talento nacional para fortalecer indústrias externas em detrimento do mercado local.
Defesa do Conceito de Super-Herói Autóctone: Rejeitava as acusações de que os heróis brasileiros seriam mere meras cópias derivativas do mercado norte-americano, sustentando a originalidade de criações como Raio Negro, Velta e suas próprias criações sob o selo AQB.
Questionamento sobre Autoria e Preservação: Envolvia-se em acaloradas disputas sobre a real paternidade de clássicos da era de ouro das HQs nacionais, acusando historiadores e críticos do fórum de ignorarem os relatos de veteranos como Gedeone Malagola.
3. Repercussão e Legado da Fase Radical
A atuação de Rod Gonzalez/Rod Tigre sob o rótulo da AQB e seu comportamento combativo como Blenq no fórum MBB dividiram opiniões de forma irreversível no meio independente:
Por um lado, leitores mais alinhados à causa nacionalista e artistas independentes viam nele um ativista corajoso, sem receio de confrontar o status quo editorial e a hegemonia das grandes empresas multinacionais.
Por outro, críticos e frequentadores de fóruns apontavam que o estilo intransigente e os constantes confrontos com colegas do próprio setor acabavam por isolá-lo e gerar atritos desnecessários com a nova onda de quadrinistas brasileiros que emergia na década de 2010.
Apesar das controvérsias e da polarização provocada por suas postagens, a trajetória de Rod Gonzalez — da fundação da CQB à criação da AQB e suas batalhas virtuais como Blenq — permanece como um registro documental expressivo sobre os choques ideológicos, os dilemas da soberania cultural e a paixão militante que caracterizaram o quadrinho independente brasileiro na era da internet.
A Oposição Virtual: Críticas, Deboches e Desconstruções Históricas (2006–2015)
A postura combativa e os ensaios ufanistas de Rod Gonzalez / Rod Tigre (Blenq) no comando da Central dos Quadrinhos Brasileiros (CQB) e da Ação dos Quadrinhos Brasileiros (AQB) geraram forte resistência no cenário independente. Na blogosfera e nos fóruns de discussão da época, formou-se uma rede heterogênea de oposição. A crítica articulava-se principalmente entre as análises de BK, as investigações do blog ZeroBerto Press, as sátiras com adulteração textual no portal Baú de Jogos, o debate sobre coerência editorial e ataques no blog do Vulto Misterioso.
1. A Oposição do Crítico "BK" (2008–2011)
O crítico e usuário de fóruns BK — pseudônimo do editor, redator e jornalista José Roberto Pereira (10/03/1964 – 09/02/2012), especialista em cultura pop-trash e mangás underground, editor de publicações como Japan Fury, Animax, MAD e Kamikaze, e autor dos livros Mundos Sem Sol e Mil Nomes, o Guardião do Infinito — constituiu-se como o opositor mais frequente de Rod Gonzalez/Blenq.
Atuando tanto no fórum Multiverso Bate-Papo (MBB) quanto no blog ZeroBerto Press, BK direcionava críticas contínuas às postagens e ao comportamento público de Rod Gonzalez na internet.
2. O Impacto dos Embates e a Trajetória Posterior
A sequência de embates virtuais travados nos fóruns e na blogosfera entre 2008 e 2011 marcou o afastamento gradual de Rod Gonzalez das discussões no circuito convencional de fóruns de quadrinhos independentes. Posteriormente, sob o pseudônimo Rod Tigre, o autor concentrou suas publicações em ensaios de viés ufanista, historiográfico e ideológico ligado ao Integralismo, como registrado em sua obra digital Super-Heróis Brasileiros e a Revolução.
3. As Sátiras por Adulteração Textual no Portal "Baú de Jogos"
Outra linha de oposição às publicações da CQB estabeleceu-se nas colunas do portal Baú de Jogos. O colunista do site utilizou como recurso a republicação de textos originais de Rod Gonzalez alterando trechos e inserindo modificações com o intuito explícito de debochar da retórica do autor e expor suas contradições:
: Republicou textos de Rod sobre denúncias de boicote ao quadrinho nacional, alterando palavras e frases para acentuar o tom paranoico do discurso e ridicularizar a argumentação.Coluna Baú de Jogos - ID 44 : Rebateu um email de Rod contra a matéria que teria alterado seu texto, com mais críticas e debochesColuna Baú de Jogos - ID 47 : Ironizou roteiros de Rod o chamando de maneira irônica de "Stan Lee" brasileiroColuna Baú de Jogos - ID 55
4. As Contestações do ZeroBerto Press (2008–2009)
O blog ZeroBerto Press dedicou postagens ao exame dos textos e alegações divulgados pela CQB:
Apontamentos Históricos: No artigo
, o blog contestou dados cronológicos e afirmações sobre a história dos quadrinhos apresentados por Rod.As Mentiras de Rod Gonzales (12/01/2009) Uso de Pseudônimos e alegação de insanidade mental: Na
, o blog apontava a utilização de múltiplos nomes e identidades virtuais associadas ao movimento assim como possível insanidade mental de Rod.Tag Blenq Super-Herói CQB
5. Debate sobre Coerência Editorial e Crítica Técnica (2010–2015)
Diversos blogs e fóruns da comunidade de quadrinhos registraram discussões sobre as publicações da CQB:
Conceito e Influências: O blog R Quadrinhos, no artigo
, abordou as influências do modelo norte-americano de super-heróis em criações da CQB (como o herói Blenq), em contraposição ao discurso anti-americano do grupo.Plágio Parte III (2010) Registros em Fóruns: Registros de discussões e divergências em tópicos do fórum Clock-Up, que mantinha a pasta Chupa CQB, inteira de tópicos contra a CQB.
Análises Ensaísticas e Resenhas:
Pacha Urbano: No texto
, analisou o impacto das postagens agressivas na recepção do quadrinho independente pelo público E Rejeita a indicação de Rod para a Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos pelo envolvimento de Rod com o que chama de “Novo Integralismo”.De Boas Intenções (2015) Estúdio Ra Felipe: Publicou resenhas técnicas sobre as edições da HQ Blenq, avaliando aspectos de arte e roteiro nos artigos
eBlenq: Uma HQ brasileira que dá a cara ao tapa (2011) .Blenq 5: Lâmpadas no túnel escuro (2013)
6. Publicações Anônimas: O Blog do Vulto Misterioso (2006)
No campo dos ataques satíricos de tom ofensivo, o blog mantido sob o pseudônimo Vulto Misterioso publicou postagens direcionadas a apoiadores e colaboradores da CQB, como a matéria
Participação de Rod Tigre (Blenq) no fórum Multiverso Bate-Boc@ (MBB)
Rod Tigre, então mais conhecido no meio como Blenq (ou Rod Gonzalez), teve participações intermitentes e relativamente curtas no fórum Multiverso Bate-Boc@ (MBB). Ele não permaneceu por longos períodos contínuos: suas aparições ocorreram em espaços de tempo distintos, geralmente por poucos meses em anos diferentes (principalmente entre o final dos anos 2000 e meados da década de 2010). Também utilizou o nome HQ Sigma em algumas postagens. Mesmo assim, essas passagens foram extremamente marcantes e deixaram forte impressão.
Sua presença se concentrou especialmente nos longos e movimentados tópicos dedicados aos Super-Heróis Brasileiros, onde defendia com fervor e coerência o quadrinho nacional independente, seus próprios personagens (Blenq, Luã, Thutharella e outros da CSB – Central de Super-Heróis Brasileiros) e a tese de que o gênero de super-heróis tinha raízes e importância brasileiras subestimadas.
Principais características de sua participação
Defesa obstinada do quadrinho nacional: Rod usava o fórum como plataforma legítima para divulgar suas HQs, fanzines e pesquisas históricas. Frequentemente postava links de seus blogs, imagens de personagens e argumentava, com base em dados e datas, que criações brasileiras eram sistematicamente ignoradas ou plagiadas pelo mercado estrangeiro. Sua postura era a de um pesquisador e criador que se recusava a aceitar o complexo de inferioridade cultural.
Estilo de debate: Combativo, insistente e pouco afeito a concessões fáceis. Aceitava as críticas ácidas (e muitas vezes as provocava de propósito), respondendo de forma direta e retornando dias depois com novos argumentos e evidências. Longe de ser apenas “teimosia”, sua persistência ajudava a manter vivo o debate sobre a produção nacional.
Relação com o público do MBB: Era visto por muitos como uma presença incômoda, mas inegavelmente marcante. O próprio José Roberto Pereira (BK), em texto citado por Rod, o descreveu como:
“O nosso considerado Blenq, figura carimbadaça do submundo da HQ nacional.”
A expressão “figura carimbadaça” partiu de BK e foi posteriormente retomada por Rod com orgulho, reconhecendo o respeito (ainda que crítico) que o próprio BK lhe dedicava.
Debates e polêmicas marcantes
A heroína nua Thutharella, criada por Rod Tigre, foi alvo frequente de críticas e ironias nos fóruns. Usuários a descreviam como “cópia da Red Sonja, só que nua” e ridicularizavam sua origem, afirmando que o personagem teria sido concebido após o autor ter visto uma revista Playboy na infância. Rod Tigre respondia sistematicamente defendendo a originalidade da criação e o direito de desenvolver personagens brasileiros sem submissão aos modelos estrangeiros.
2. A polêmica Ben 10 x Blenq (2016)
Em 2016, no tópico SUPER-HERÓIS BRASILEIROS v.2, Rod Tigre afirmou que o desenho animado Ben 10 apresentava coincidências excessivas com seu personagem Blenq, divulgado publicamente em 2005. Apesar da reação predominantemente irônica do fórum, o autor manteve sua posição fundamentada em critérios de cronologia e nas características do personagem, reforçando o argumento de que ideias brasileiras frequentemente eram apropriadas sem o devido crédito.
3. Relação com BK (José Roberto Pereira)
A relação entre Rod Tigre e BK (José Roberto Pereira) foi marcada por atritos públicos, mas também por troca intelectual significativa. Em 2008, existiu o tópico oficial “[GRANDES ENTREVISTAS MBB] BK ENTREVISTA BLENQ!”, mas a entrevista não aconteceu. Anos depois, no tópico Mestre BK (2015), Rod Tigre reconheceu publicamente a influência decisiva de BK, referindo-se a ele como “guru” e creditando-lhe sua transição do anarquismo para o integralismo.
4. Gustavo Barroso e o Príncipe Oscar
Rod Tigre foi responsável pela redescoberta do personagem Príncipe Oscar, criado por Gustavo Barroso em 1908. No fórum Multiverso Bate-Boc@ e em seus textos, enfrentou críticas e ceticismo, mas manteve a defesa da relevância histórica da obra, considerada um mero conto de fadas pelos participantes do forum. Publicou pesquisas, histórias em quadrinhos e documentários sobre o tema, sempre com o objetivo de resgatar e valorizar a primazia da produção brasileira frente ao apagamento histórico.
5. Blenq no centro das ironias dos fóruns e a relevância de Rod Tigre
No tópico SUPER-HERÓIS BRASILEIROS v.2 (página 384, setembro de 2016), Blenq e seu criador tornaram-se o foco principal de uma intensa onda de deboche e sátira no Multiverso Bate-Boc@.
Usuários frequentemente tratavam Rod Tigre como figura quase ficcional. Um deles declarou:
“Cara, eu honestamente acho que o Blenq é um personagem, como o Ultragold. Não consigo aceitar (por mais que o CANIBAL!!! me mande apenas) que aquilo é uma pessoa em seu estado comum. Um pouco dos dois, ele já admitiu que força a barra deliberadamente nas patacoadas que escreve para chamar atenção (falem mal mas falem de mim). Mas obviamente a coisa vai além do cinismo, ele não bate muito bem da cabeça mesmo.”
Em outro post de tom satírico, um usuário inverteu a lógica das denúncias de plágio de Rod Tigre e construiu a tese de que Blenq teria sido copiado pelo personagem Ronald McDonald:
“Mas, o mais ultrajante é o caso do ROnalD, o palhaço. Não sei se vocês souberam, mas eles copiaram descaradamente o Blenq e enriqueceram da noite para o dia com essa safadeza – não só com quadrinhos, mas todo um império foi erguido na base do roubo!
No começo, ROnalD era um palahacinho normal... Vendiam pouco e logo foram canceladas. Mas então, não mais que de repente, a mente fértil de um jovem brasileiro dá origem a um personagem inusitado: BLENQ...
E o que fizeram os safados editores quando viram esse sucesso em terras Pindoramas?
Malandramente, o palhaço inocente se envolveu com superpoder a curtir... Roubaram do Blenq aí. Roubaram do Brasil aí.
Vejam se não é uma safadeza. Até o símbolo do Blenq foi subvertido para virar um ‘M’ (de malandros, naturalmente).
E o super palhaço passou até a atuar no meio ambiente, protegendo plantas e animais, com um alienígena que lembra o personagem Luã Santana do Blenq.
E esse Grande Roubo da Criação Brasileira virou anime e será filme também. Não é de lascar?
Volta, Blenq! Só o Novo Integralismo salva!
Carecas neles!!!”
No mesmo fio, outro participante resumiu a percepção corrente sobre o autor:
“O mais curioso sobre Blenq não é o personagem em si, mas sim o seu criador Rod Gonzalez que é conhecido nos fóruns de quadrinhos por defender teorias malucas de que os maiores heróis da Marvel e DC são cópias de heróis obscuros tupiniquins(!!!). Rod já chegou a afirmar que o próprio Blenq foi plagiado por ninguém mais ninguém menos que STAN LEE!!!”
Apesar do tom predominantemente irônico e crítico das intervenções, o resultado prático foi o reforço da visibilidade de Blenq e de Rod Tigre no cenário underground. O personagem e seu criador consolidaram-se como referências da defesa intransigente do quadrinho brasileiro, da recusa ao apagamento das criações nacionais e da disposição de confrontar o establishment mesmo sob intensa ridicularização.
Rod Tigre emergiu dessas discussões como figura polêmica, persistente e relevante para a compreensão do debate sobre a originalidade e a valorização dos super-heróis brasileiros.
Importância para o fórum
Mesmo com participações curtas e espaçadas no tempo, Rod Tigre/Blenq foi um dos personagens que mais gerou movimento e discussão real nos tópicos de quadrinhos nacionais no MBB. Sua presença, ainda que por poucos meses em períodos diferentes, era intensa o suficiente para marcar os debates. As defesas apaixonadas e as reações ácidas que provocava ajudavam a manter vivos temas que, de outra forma, teriam menos engajamento. Ele representava o “submundo” dos fanzines e da produção independente, contrastando com o foco mais comercial e mainstream de grande parte dos membros, e forçava o fórum a confrontar a questão da identidade nacional nos quadrinhos.
Mesmo sendo frequentemente ridicularizado, sua teimosia em retornar ao fórum e continuar defendendo suas ideias, personagens e pesquisas históricas o transformou em uma figura memorável e necessária da fase clássica do MBB. Mais do que um “personagem caricato”, Blenq foi um dos poucos que insistiu, com argumentos e produção própria, que o quadrinho brasileiro merecia ser levado a sério, principalmente no tópico que abriu que durou muitos anos dedicado aos Super-Heróis Brasileiros.
Posteriormente, com a confirmação de diversos plágios internacionais contra autores brasileiros, as teorias defendidas por Rod passaram a receber um reconhecimento tardio, especialmente dentro do Multiverso Bate-Boc@ (MBB). Durante anos, ele havia sido um dos poucos a denunciar publicamente casos de apropriação de ideias, conceitos e personagens brasileiros por artistas e editoras estrangeiras, enfrentando críticas, ironias e forte oposição. Sua postura firme e à frente de seu tempo — ao apontar padrões de cópia quando ainda poucos se atreviam a fazê-lo — acabou sendo reavaliada por parte da comunidade.
Com o passar do tempo, usuários do fórum passaram a recorrer à expressão “BLENQ WAS RIGHT” (e variações) como forma de reconhecer que as denúncias de Rod se mostravam fundamentadas. A frase tornou-se um atalho informal para admitir que ele havia identificado, antes da maioria, situações em que criações brasileiras foram antecipadas, influenciadas ou diretamente plagiadas por produções internacionais. Entre os diversos exemplos registrados no MBB estão:
- (“E esses todos, por sua vez são cópias do Raio Negro! Blenq was right?”)
- (“Ja sobre a saga, BLENQ WAS RIGHT...”)
- (“Malditos japonese que copiaram a bem-sucedida experiência brasileira de uma Luluzinha em estilo Mangá. BLENQ WAS RIGHT!”)
- (“O Loeb deve ter visitado o MBB,visto os avatares do Fluffy e COPIADO a ideia. BLENQ WAS RIGHT!!!!!”)
- (“Mas voltando a essa edição, folheando a matéria da GEP, me deparei com um herói que... BLENQ WAS RIGHT??”)
- (“ganhar dinheiro com gibi é sinal de senilidade? BLENQ WAS RIGHT!”)
- (“Nós criamos histórias recriando os heróis DC e tempos depois o Stan Lee plagiou o UP! Blenq estava certo o tempo todo”)
Essas inúmeras citações, espalhadas ao longo de anos de discussões no fórum, funcionam como prova e indício do reconhecimento gradual das posições que Rod sustentou com coragem, mesmo quando eram impopulares. Elas evidenciam não apenas a persistência de suas denúncias, mas também a capacidade de antecipar debates que só depois se tornaram mais amplamente aceitos.
Principais fontes:
- Tópico SUPER-HERÓIS BRASILEIROS (2007–2008): https://www.mbbforum.com/forum/mbb/quadrinhos/2283-super-her%C3%B3is-brasileiros
- Tópico SUPER-HERÓIS BRASILEIROS v.2 (2016): https://www.mbbforum.com/forum/mbb/quadrinhos/26198-super-her%C3%B3is-brasileiros-v-2
Amizade e apoio de Gabriel Rocha
Rod Tigre mantém uma longa e sólida amizade com Gabriel Rocha, criador do super-herói Lagarto Negro e responsável pelo Blog do Lagarto Negro. Gabriel tem sido um dos principais divulgadores e apoiadores da obra de Rod, destacando tanto sua produção artística quanto seu pioneirismo como pesquisador dos quadrinhos brasileiros.
A amizade começou nos tempos dos fotologues e da CQB, que publicava artigos de Gabriel sobre a movimentação dos artistas de quadrinhos nesses espaços. Em textos como “A moda dos fotologues de quadrinhos brasileiros” , Gabriel destacava a formação de uma comunidade democrática que reunia profissionais e iniciantes, favorecendo a troca de experiências e a divulgação dos trabalhos nacionais. Em “Em defesa do Raio Negro” , ele defendia a originalidade dos personagens brasileiros, questionando o rigor seletivo com que se criticavam influências nos heróis nacionais enquanto se ignoravam as mesmas práticas nos estrangeiros. Já em “Em defesa dos super-heróis brasileiros 5” , Gabriel analisava o preconceito histórico contra os heróis pátrios, ligado à confusão entre patriotismo e militarismo, e celebrava o resgate da autoestima nacional que permitia o retorno desses personagens.
Essas posições convergem com a defesa intransigente da produção brasileira e da valorização dos super-heróis nacionais presente nos textos da CQB. No mesmo espírito, em um dos artigos da seção Boicote, o Lagarto Negro é descrito como criação original de Gabriel Rocha (de 1998), cuja inspiração é profundamente brasileira: o Horácio, de Mauricio de Sousa, e o teiú, o grande lagarto nativo de coloração preta e branca. A ênfase na raiz nacional do personagem reforça a ideia de que os heróis brasileiros possuem identidade própria e não precisam se justificar perante modelos estrangeiros.
No blog, Gabriel cita a banda 7 Vidas (da qual Rod foi vocalista e letrista) e, principalmente, valoriza as pesquisas de Rod Tigre sobre a origem brasileira do gênero de super-heróis. Em diversos artigos, ele destaca o pioneirismo de Rod ao resgatar personagens históricos que antecede os modelos norte-americanos, como:
- O post sobre o Dr. Alpha (revista Tico-Tico), em que Gabriel afirma ter seguido a dica de Rod Gonzalez para conhecer o personagem, considerado um dos primeiros super-heróis brasileiros.
https://lagartonegroblog.blogspot.com/2013/12/dr-alpha-personagem-da-revista-tico-tico.html - O texto sobre o primeiro super-herói brasileiro, em que Gabriel discute o Príncipe Oscar (1908) e reforça a importância do Dr. Alpha como precursor, alinhado às teses defendidas por Rod.
https://lagartonegroblog.blogspot.com/2017/05/primeiro-super-heroi-brasileiro.html - O artigo sobre o Homem-Aranha brasileiro de 1939 (Ogon II, da Gazetinha), em que Gabriel agradece explicitamente a Rod Gonzalez pela informação e destaca a relevância histórica do personagem.
https://lagartonegroblog.blogspot.com/2021/10/o-homem-aranha-brasileiro-de-1939.html
Além da pesquisa, Gabriel também valoriza a produção artística de Rod. Em 2016, publicou um artigo elogioso sobre a coleção Blenq, descrevendo Rod como “um figuraço” e destacando a qualidade dos roteiros, a temática ecológica e a importância da série no cenário independente brasileiro.
https://lagartonegroblog.blogspot.com/2016/09/colecao-blenq-o-heroi-de-rod-gonzales.html
Em 2021, Gabriel reforçou o apoio prático ao disponibilizar links para download gratuito de livros e quadrinhos de Rod, ampliando o acesso ao material.
https://lagartonegroblog.blogspot.com/2021/01/livro-dos-rod-gonzales-para-download.html
Essa parceria de amizade e divulgação tem contribuído significativamente para a valorização do trabalho de Rod Tigre tanto como criador de Blenq quanto como pesquisador pioneiro da história dos super-heróis brasileiros. A amizade permanece, como demonstram os artigos que os dois vêm escrevendo juntos recentemente para o QI, sobre os action figures brasileiros.
Relação com José Roberto Pereira (BK) e conversão ao Integralismo
Rod Tigre manteve uma relação intensa e ambígua com José Roberto Pereira, conhecido como BK, figura polêmica e influente no meio dos quadrinhos brasileiros na primeira década dos anos 2000. Em depoimento público no fórum Multiverso Bate-Boc@ (MBB), Rod reconheceu abertamente a importância de BK em sua trajetória ideológica:
“Eu era anarquista e foi ele que de maneira sagaz me conduziu ao integralismo.”
Apesar dos frequentes atritos e das críticas mútuas, Rod descreveu BK como um “guru” e uma figura “enormemente generosa e corajosa”. Em outro trecho, afirmou:
“O BK era um cara que a cada verdade dizia 10 mentiras, mas uma coisa que ele disse uma vez era verdade: ele não só era o presidente da CQB (Central dos Quadrinhos Brasileiros), quanto o membro mais importante!”
Rod também o considerava um “mal necessário” no cenário dos quadrinhos nacionais. Segundo ele, com a morte de BK “morreu também a discussão sobre as histórias em quadrinhos nacionais; acabou a polêmica e o humor, mesmo que negro, e/ou, apelativo, que traziam audiência para o assunto.”
Em reconhecimento à relevância de BK, Rod chegou a recomendar que ele fosse eleito “mestre do quadrinho nacional” pelo Prêmio Angelo Agostini da AQC — sugestão que BK, no entanto, interpretou como ironia e reagiu com críticas públicas.
Essa conversão do anarquismo ao integralismo, creditada por Rod à influência de BK, marca um ponto de inflexão importante em sua trajetória política e intelectual.
Fonte: Depoimento de Rod Tigre no fórum Multiverso Bate-Boc@ (MBB), tópico “Mestre BK”, publicado em 20 de outubro de 2015.
Documentários produzidos pro Youtube
Rod Tigre é um documentarista independente de olhar afetuoso, pesquisador e profundamente apaixonado pelos temas que escolhe. Em texto publicado no fanzine QI nº 188, ele próprio conta, com honestidade e entusiasmo, como iniciou essa fase criativa utilizando o programa VideoMaker, que já vinha instalado em seu computador. O resultado é uma obra autoral, sincera e cheia de personalidade, feita longe dos grandes circuitos comerciais, mas com densidade e carinho raros.
O primeiro documentário de Rod Tigre foi Santa Daniella Perez (28/12/2018). Focado na atriz e bailarina Daniella Perez e no culto de devoção espiritual que surgiu após sua morte, o filme celebra a figura da artista sem se deter no crime. É importante registrar que este documentário é anterior à série Pacto Brutal (estreada em 2022). Além disso, Rod Tigre mantém o hábito constante de produzir vídeos de homenagem à atriz, reforçando ao longo dos anos um vínculo de admiração e memória afetiva.
Sua filmografia como documentarista inclui ainda obras de fôlego e pesquisa original:
- A Indústria de Carros Nacionais Sabotada (PUMA, UIRAPURU, GURGEL, etc.) — história das marcas automotivas brasileiras extintas; complementa livro de sua autoria e é o vídeo mais visto de seu canal.
- A História do Garage Art Cult (Tributo ao Fábio Costa) — memória do icônico bar de rock carioca dos anos 1990 e homenagem a Fábio Costa.
- Gustavo Barroso, o Criador do Príncipe Oscar — pesquisa sobre Gustavo Barroso e o personagem de O Tico-Tico (1908), defendido como o primeiro super-herói moderno do mundo.
- Trilogia Tawantinsuyu:
– Parte 1: A Restauração do IMPÉRIO DO SOL!
– Parte 2: BRASIL INCA! Viva o Império de Tawantinsuyu!
– Parte 3: Renasce o Império do Sol
Nesses trabalhos, Rod Tigre revela-se um documentarista de espírito livre e inquieto, capaz de unir memória cultural, história alternativa e homenagem pessoal. Mesmo enfrentando limitações técnicas, produziu obras densas, longas e repletas de pesquisa autoral. Seu estilo é direto, apaixonado e desprovido de pretensão comercial — exatamente o espírito independente que marca sua trajetória.
Anarquia e Rodtigrismo
Na demo da banda Crianças 121, de 2004, na faixa “Desordeiro”, Rod Tigre declara o quanto era rebelde na juventude e exalta a anarquia. Em 21 de junho de 2010, o cartunista e escritor Marcio Baraldi publicou no site Bigorna.net a matéria “Os Dez Melhores Gibis Para Rod Gonzales” , na qual apresenta Rod como o “enfant terrible” do Quadrinho Nacional e o “anarco-rocker”. Baraldi destaca: “Ainda bem que de tempos em tempos surgem figuras como Rod, que vem dos esgotos das metrópoles e tira a poeira das cabeças acomodadas, e ainda chacoalha aquelas velhas opiniões formadas sobre tudo. Rod representa o ‘teen spirit’, o espírito adolescente raivoso e desbocado que não aceita rédeas e regras velhas e puídas, que acredita em si próprio e no Brasil e vive na carne o bom e eterno lema do punk, ‘faça você mesmo’!” Na mesma matéria, Baraldi evoca a atitude punk e anárquica ao citar a pergunta de Mick Jagger em *Street Fighting Man* (“O que um garoto pobre do subúrbio pode fazer [...] senão cantar numa banda de rock?”) e reforça a identificação com o espírito do “faça você mesmo”. Na lista elaborada pelo próprio Rod, aparece ainda a referência a artistas punks extremos como Wendy O. Williams (que explodia carros no palco) e GG Allin (que agredia o público e comia as próprias fezes no palco), evidenciando a afinidade com a radicalidade e a transgressão da cena punk. No mesmo artigo, comentando a HQ “Sangue de Bairro”, Rod comenta: “Esse gibi, lançado no Brasil pela saudosa revista Animal, passou de mão em mão pela turma do meu bairro! A gente se identificava com a história sobre gangs de adolescentes proletários suburbanos, sem perspectiva nenhuma de vida. Era como se fosse nossa biografia não autorizada (risos)!”, fortalecendo a ideia de que foi um adolescente rebelde e de alguma forma ligado ao mundo marginal. As outras letras das músicas da banda Crianças 121 também revelam algo nesse sentido. No livro “Segredos de Velta” , Rod diz que conhece o Indião, famoso punk e anarquista (vocalista da banda Hino Mortal), que teria lhe dado em um show os primeiros fanzines da Velta, o que indica alguma participação no movimento punk.
No blogue que mantém reunindo os conteúdos que encontra na rede em memória de seu pai, Armando Azzari, que não foi só diretor de teatro e ator, mas também pioneiro no ensino de informática no Brasil, um texto informa que era um anarquista radical: “o Armando era um anarquista nato e eu também me transformara em um anarquista radical” . Outro texto informa que Armando teria sido o último investigado do governo militar, no ano de 1984, quando “teria atacado ‘a sistema governamental de maneira injuriosa’” .
No seu canal do YouTube e no blog, Rod Tigre se apresenta como divulgador do “rodtigrismo” e utiliza o termo “rodtigremania” para promover o culto à sua obra. Segundo o vídeo “rodtigrismo” , o conceito se aproxima de uma postura anti-tecnológica semelhante ao ludismo, com influências de Raul Seixas. No áudio do vídeo, Rod afirma: “O objetivo do rodtigrismo é o combate a internet, portanto a desvirtualização do mundo; esse é o nosso princípio, e é baseado também em ‘Gita’ de Raul Seixas, porque começa e o meio vem depois do fim, então o fim é a internet, o meio é a vida, e o meio é infinito, a vida infinita.”
Apesar de haver muitos trabalhos artísticos de Rod espalhados pelas redes, não há nenhum indício da sua vida pessoal, provando que ele segue o que fala, restringindo-se a divulgar na internet somente sua obra e suas ideias.
Participação no Integralismo Linear
É membro e colaborador do Movimento Integralista e Linearista Brasileiro (MIL-B), com sede/atividades em Campinas/SP. Publicou textos no site do movimento (ex.: sobre Eduardo Fauzi, a Revolução Integralista no século XXI). Participa de reuniões e produções relacionadas, incluindo documentários sobre “super-heróis da vida real” (justiceiros urbanos).
A profunda relação do Integralismo Linear (MIL-B) com o ocultismo, a Astrum Aurum e a figura messiânica de Rod Tigre
O Integralismo Linear, através do Movimento Integralista e Linearista Brasileiro (MIL-B) e de sua expressão contemporânea no Movimento Integração do Brasil, não apenas tolera o ocultismo: ele o integra, controla e eleva como instrumento legítimo de poder espiritual e de realização da Quinta Humanidade. Os textos oficiais e os materiais circulados no entorno do grupo (incluindo homemlinear.blogspot.com) demonstram que a doutrina linearista absorve e ressignifica elementos de alta magia, profecias esotéricas, reencarnação, contatos extraterrestres e linhagens iniciáticas, subordinando-os à Harmoniocracia e ao Império da Harpia Linear.
No artigo **“O Integralismo Linear e o Quinto Evangelho doJesus Cristo Verdadeiro”**, Rod Tigre, Secretário de Propaganda do MIL-B, declara que as obras cristãs de Plínio Salgado (*Vida de Jesus*, *Rei dos Reis*, *Sete Noites de Joãozinho* etc.) constituem o verdadeiro Quinto Evangelho. Esse Jesus não é o cordeiro judaizado, mas o Cristo espiritualista, leão guerreiro, que se manifesta fora dos cânones oficiais. O texto rejeita a Bíblia judaica e afirma a primazia do Espírito Santo Linear. Trata-se de uma operação típica de alta magia: a reescritura sagrada e a criação de um novo evangelho iniciático sob o controle do movimento.
O artigo **“O Integralismo Linear e o Controle das AltasMagias”** complementa diretamente essa operação. Longe de negar a magia, o texto a reconhece como realidade poderosa que deve ser dominada e canalizada pela cosmovisão linearista. A “alta magia” (referência explícita à tradição de Éliphas Lévi e, por extensão, às correntes que dela derivam) não é rejeitada; é domesticada. O Integralismo Linear se apresenta como a verdadeira ordem capaz de controlar as forças etéreas, psíquicas e mágicas, impedindo que elas fiquem nas mãos de escolas rivais. Essa postura de controle é a marca clássica de ordens iniciáticas que se consideram a síntese superior.
O texto **“Provas que o movimento integralista já anunciavaa vinda do príncipe integralista”** (homemlinear.blogspot.com, fevereiro de 2026) fornece a chave esotérica. Nele se afirma, com base em material dos canais de Telegram ligados ao grupo:
- O Integralismo já previa, em 1936, na revista *Anauê!*, a figura do “Avatar Cósmico” em arte de Osvaldo Gouveia. Rod Tigre é apresentado como a realização literal dessa profecia.
- Desde 2007 o MIL-B anuncia a chegada de um “Messias Linear”.
- Plínio Salgado é descrito, na ala espírita do Integralismo original, como reencarnação de Tiradentes e como alguém que conversava telepaticamente com plantas e animais, tinha poderes magnéticos e encontrou Jesus Cristo em um disco voador (narrativas extraídas de *Sete Noites de Joãozinho* e de relatos posteriores).
- Jesus Cristo, que teria ensinado o Integralismo pessoalmente a Plínio após abduzi-lo, é identificado com Sananda, da tradição ufológica indicada por adeptos das mensagens de Ashtar Sheran.
- Rod Tigre é proclamado **Príncipe da Casa Imperial Nativista**, legítimo Wiracocha, sucessor do último Imperador Inca Karl Lamp, pertencente à monarquia trina (caucasiano, negroide e indígena) que harmoniza as raças do Império. Ele é o príncipe anunciado pelo próprio movimento integralista histórico.
Esses elementos — avatar cósmico, messias linear, reencarnação, contatos com discos voadores, linhagem real iniciática e domínio sobre forças naturais — são típicos de sistemas ocultistas de alta magia e de ordens que trabalham com a ideia de um “Grande Trabalho” de transformação espiritual e política.
A Astrum Argentum (A∴A∴), fundada por Aleister Crowley, tem como método “a ciência” e como objetivo “a religião”, e busca a perfeição do indivíduo através de iniciações graduais até a realização da Vontade Verdadeira. O Integralismo Linear opera exatamente nesse registro: transforma a doutrina política em religião científica (Igreja Linear), controla as altas magias, anuncia um messias/avatar e coloca um príncipe iniciado (Rod Tigre) como figura central da Quinta Humanidade.
Leonardo de Albuquerque aparece nos círculos de colaboração com Rod Tigre em publicações de caráter simbólico e cultural. No contexto do grupo, essa colaboração é lida como elo entre a tradição thelêmica/crowleyana e o Linearismo. A Astrum Aurum é vista como corrente cuja herança de alta magia e de trabalho iniciático é absorvida e superada pelo controle linearista. O MIL-B se apresenta como a ordem que realiza, no Brasil do século XXI, o que a A∴A∴ propunha em termos universais: a elevação do homem através do domínio consciente das forças ocultas, agora sob a Harmoniocracia e o Império da Harpia.
Existe, portanto, uma relação orgânica e deliberada entre o Integralismo Linear e o ocultismo. Os artigos de Rod Tigre sobre o Quinto Evangelho e o Controle das Altas Magias são documentos de uma operação mágica de reescritura sagrada e de domínio das forças etéreas. O texto Provas que o movimento integralista já anunciava a vinda do príncipe integralista confirma que o próprio movimento anunciava, desde suas origens e desde 2007, a vinda de um príncipe-messias — Rod Tigre — revestido de atributos de avatar cósmico, linhagem real iniciática e sucessão incaica. A Astrum Aurum e figuras como Leonardo de Albuquerque fazem parte desse tecido esotérico que o Linearismo não rejeita, mas integra e controla. O Integralismo Linear é, em sua formulação contemporânea, uma corrente que une cristianismo resignificado, alta magia e profecia messiânica sob a bandeira do Sigma e da Harpia.
Harpia Linear na biografia de Rod Tigre
Harpia Linear é um codinome utilizado por Rod Tigre no interior do Movimento Integralista e Linearista Brasileiro (MIL-B). O nome aparece como assinatura de textos doutrinários, posts e materiais de propaganda do grupo, funcionando como persona pública vinculada à sua atuação política-esotérica.
No universo do MIL-B, a figura da Harpia (águia-real / Harpia harpyja) é ressignificada como símbolo do “**Império da Harpia Harmônica Linear**” ou “Quinto Império”, uma construção messiânica e nativista presente em textos oficiais do movimento. Rod Tigre é apresentado em materiais do grupo como figura central (Príncipe da Casa Imperial Nativista, Gran-Mestre de ordens iniciáticas ligadas ao Linearismo, coordenador no Rio de Janeiro e, em alguns contextos, vice-presidente com procuração para falar em nome do MIL-B).
O codinome Harpia Linear aparece explicitamente como autor de textos publicados em blogs e canais do movimento (exemplo: post de novembro de 2025 no blog *homemlinear*, assinado “Por Harpia Linear”, defendendo a legalidade exclusiva do MIL-B, a criação de uma “Cidade Integralista” e uma moeda própria chamada Sigma). A Harpia é integrada ao imaginário do grupo ao lado do Sigma, da Igreja Linear e de elementos de alta-magia / Astrum Aurum, reforçando a dimensão esotérica e profética que o Linearismo atribui a Rod Tigre.
Presença em plataformas e polêmicas
- YouTube: Existe o vídeo “HARPIA LINEAR – t.me/canaisintegralistas #integralismo” publicado no canal oficial do Movimento Integralista e Linearista Brasileiro. Nos comentários, o perfil @rodtigre participa ativamente de trocas agressivas com críticos, defendendo o MIL-B e atacando opositores (incluindo acusações de deturpação do integralismo e ameaças retóricas). O vídeo e a interação ilustram o uso do codinome em ambiente de disputa pública.
- **TikTok**: A atuação se dá na conta [@jaguar_azul]
- **Telegram**: A presença se concentra no canal [https://t.me/segredosintegralismo], onde materiais assinados ou vinculados a Harpia Linear circulam. A plataforma é usada para organização interna, divulgação de textos e mobilização.
Dentro da trajetória de Rod Tigre, **Harpia Linear** representa a face mais militante e esotérica de sua atuação no Integralismo Linear. É o codinome sob o qual ele produz e assina material doutrinário, participa de polêmicas online e reforça a narrativa messiânica do movimento (em que ele próprio ocupa posição central). Diferentemente de sua produção cultural (quadrinhos, música, DJ), o uso de Harpia Linear está restrito ao circuito do MIL-B e serve para articular discurso nacionalista, esotérico e de confrontação com rivais internos e externos do campo integralista. É também com essa identidade que assume as letras e vocal do projeto musical Aço Verde, que lançou o single "Os Protocolos" no Youtube em 8 de fevereiro de 2026. Nesse conceito de rock com influência integralista a música "Pátria Amada", da banda Odiados, também consta enquanto autoria de Rod Tigre e foi incluida na coletãnea Rock Integralista , da Anauê Records, em 2020, junto com bandas clássicas nacionalstas brasileiras. (AQUI e AQUI).
Supervisão e Projetos Editorial/Artísticos (Editora Linear / Jaguar Azul Quadrinhos)
Como um dos nomes centrais do MIL-B e do Movimento Integração do Brasil (MIL-B), e sendo um dos principais autores da Editora Linear, Rod Tigre atua na supervisão e criação de conteúdos editoriais e artísticos do selo Jaguar Azul Quadrinhos. Suas contribuições incluem:
Supervisão Editorial e Literatura: Tem suas obras publicadas e rediagramadas pela Editora Linear e é o idealizador dos super-heróis do selo Jaguar Azul
Composição e Produção Musical: É coautor das letras e idealizador do projeto musical Ordem Nativa, primeira banda de rock nacionalista em desenho animado do país.
Liderança Vocal e Projetos Temáticos: Atua como vocalista e letrista do projeto musical Aço Verde, que também é o nome de um ícone e mascote do movimento integralista resgatado que compõem o universo dos quadrinhos da editora.
A admiração de Rod Tigre por Daniella Perez
Rod Tigre eleva a atriz a uma dimensão espiritual elevada. Em seu documentário “Santa Daniella Perez”, no texto “Renascimento” do fanzine QI nº 188 e nos diversos vídeos do canal rodtigremania, Daniella é celebrada como presença luminosa, símbolo de pureza, beleza e força interior que transcende a mortalidade. Trata-se de uma devoção sincera e criativa, que transforma a memória da atriz em fonte permanente de inspiração.
Essa dimensão mística foi oficialmente incorporada pelo Movimento Integralista e Linearista Brasileiro (MIL-B) e pelo Integração do Brasil. No texto publicado no blog homemlinear.blogspot.com em 3 de junho de 2026, intitulado “Cássio Guilherme fala sobre a atriz Daniella Perez!”, o próprio presidente do movimento se pronunciou de forma clara e positiva:
“Daniella Perez é um anjo de luz e deve ser citada sempre que possível!”
O post destaca que o avô de Daniella, Miguel Jerônimo Ferrante, esteve na juventude ligado ao Integralismo e ao Santo Daime. A partir dessa descoberta, Daniella passou a ser vista como uma espécie de santa informal entre os integralistas linearistas. A declaração de Cássio Guilherme, na qualidade de presidente atual do MIL-B, confere a essa devoção um caráter oficial e institucional dentro do movimento.
Nos canais de YouTube “Integração do Brasil” e “MIL-B e Integração do Brasil” essa visão se materializa em diversos vídeos que celebram Daniella de forma espiritualizada: ela aparece ligada a Agartha, a aparições, a Plínio Salgado e a elementos do imaginário sagrado do Integralismo Linear. Títulos como “Daniella Perez Santa dos Integralistas”, “Harpia Linear e Daniella Perez em Agartha”, “Ashtar Sheran, Plínio Salgado e Daniella Perez arautos de Agartha” e outros reforçam o lugar especial que a atriz ocupa no universo espiritual do grupo.
Assim, a bela e elevada admiração cultivada por Rod Tigre encontrou respaldo e continuidade oficial sob a liderança de Cássio Guilherme. O fato de o presidente do movimento reconhecer Daniella como “anjo de luz” e recomendar que ela seja citada sempre que possível dá à devoção um peso institucional e a transforma em parte legítima da espiritualidade integralista contemporânea.
Bibliografia e trabalhos selecionados (livros e PDFs disponíveis)
Livros e materiais em PDF disponibilizados por Rod Tigre (principalmente via MediaFire e links em *rodtigremania.blogspot.com*):
- *Super-Heróis Brasileiros e a Revolução de 1964* (obra principal de pesquisa sobre o apoio oficial a heróis nacionalistas no período militar).
- *A Indústria de Carros Nacionais Sabotada! – A História Secreta das marcas Gurgel, Puma, Miura e outras 100% nacionais* (livro + documentário).
- *Gustavo Barroso: o criador do Príncipe Oscar, o primeiro super-herói do mundo* (livro + HQ completa + documentário).
- *Lendas do Natal Brasileiro: Vovô Índio & Pai João* (em parceria com Guilherme Jorge Figueira).
- Encartes da série *Primeiros Super-Heróis do Mundo* (Dr. Semana; Sr. Brazil e Brazília; Solano Mata-Mulheres; Redator e Amolador; Arlequim e João Minhoca; O Moleque; primeiros super-heróis japoneses etc.), publicados no fanzine QI.
- Diversos artigos, dossiês e matérias em *Mundo dos Super-Heróis*, QI e sites históricos da CQB.
**Roteiros e HQs principais:**
- Vigilantes (2006).
- Série *Blenq* (11 edições + especiais, 2008 em diante).
- *Velta* (duas histórias).
- *Thutharella* (inéditas).
- *Boi Bumba*
- *Comando Justiça* / *Novo Comando Justiça*.
- *Golden Guitar* e crossovers.
**Fanzines e publicações:**
- Extensa participação no *QI – Quadrinhos Independentes* (Edgard Guimarães), a partir da edição 157 (fóruns sobre Patrulha do Espaço, Gedeone Malagola, Armando Azzari, Capitão 7, Homem Lua, Comando Justiça, super-heróis da Ebal, O Tico-Tico, Daniella Perez e outros temas; matérias e HQs).
- Participação de Blenq no fanzine *Heróis Brazucas*, edição número 77.
- Aparições de Blenq no fanzine *Múltiplo* (edições 71, 72, 73, 79, 80 e 82).
- *Tempestade Cerebral*, *PSIU* e outros.
- Contribuições a sites históricos da CQB e blogs de pesquisa.
Rod Tigre - Rod Gonzalez (Rodrigo Gonzalez) mantém presença ativa via blog *rodtigremania.blogspot.com*, onde disponibiliza links para trabalhos, entrevistas (ex.: HQs com Café, Ilustraços, Bigorna, rádio) e atualizações. Seu estilo é caracterizado por nacionalismo, crítica cultural, independência e defesa apaixonada da HQ brasileira. Fontes principais incluem seu blog pessoal, Guia dos Quadrinhos, entrevistas publicadas e sites do MIL-B.
Obras de Rod Tigre
| Título da Obra | Conteúdo / Tema | Data da 1ª Edição / Registro |
| Gustavo Barroso: O Criador de Príncipe Oscar, o Primeiro Super-Herói do Mundo | Estudo histórico pioneiro focado na obra de 1908 de Gustavo Barroso, defendendo o personagem Príncipe Oscar como precursor mundial dos super-heróis. | 2020 (Scribd / Blogspot) |
| Super-Heróis Brasileiros e a Revolução | Defesa da tese de que o governo militar e as forças armadas incentivaram e apoiaram a produção de quadrinhos de super-heróis e conteúdos em outros veículos de comunicação durante o período. | 2021 (Edição Digital) |
| A Indústria de Carros Nacionais Sabotada! | Pesquisa sobre a história e o declínio das montadoras independentes brasileiras (Gurgel, Puma, Miura e outras marcas nacionais). | 2019 (Blog Homem Linear) |
| Santo Daime, Cannabis e Integralismo | Ensaio investigativo e analítico cruzando religiões ayahuasqueiras, o movimento enteógeno e correntes políticas/filosóficas brasileiras. | 2026 (Blog Homem Linear) |
| Segredos do Zé Carioca | Defesa da tese de que o personagem foi originalmente criado por artistas brasileiros e subsequentemente apropriado/roubado por Walt Disney. | 2021 (Edição Digital) |
| Segredos do Garra Cinzenta | Análise do folhetim policial/terror de 1937, resgatando detalhes da narrativa de suspense e os mistérios da autoria do clássico. | 2021 (Edição Digital) |
| Segredos do Capitão 7 | Registro histórico sobre o pioneiro dos super-heróis da televisão e das bancas no Brasil. | 2021 (Edição Digital) |
| Segredos de Velta | Estudo dedicado à superheroína criada por Emir Ribeiro na cena independente nacional. | 2021 (Edição Digital) |
| Segredos da Tiazinha | Pesquisa sobre o impacto cultural e a iconografia pop/mídia dos anos 90 em torno da personagem. | Janeiro de 2021 (Edição Digital) |
| Lendas do Natal Brasileiro: Vovô Índio e Pai João | Estudo ilustrado sobre as tentativas históricas brasileiras nos anos 30 de criar figuras natalinas nacionais em alternativa ao Papai Noel. | 2021 (Edição Digital) |
| Segredos do Sacy Pererê | Investigação do folclore nacional e resgate histórico sobre as origens do Saci. | 2020 (Edição Digital) |
| Segredos de Enéas Ferreira | Estudo histórico sobre a trajetória política, as propostas e o pensamento de Enéas Carneiro. | 2020 (Blog Homem Linear / Scribd) |
| Segredos de Charles Manson | Defesa e sustentação da tese da inocência de Charles Manson frente às acusações e julgamentos históricos. | 2021 (Edição Digital) |
Série: Reflexões sobre Imagem e Cultura
| Número | Título e Autor | Data de Lançamento | Informações e Conteúdo |
| Número 6 | “Quadrinhos Estranhos” (Rod Tigre) | Por volta de 2023–início de 2024 | Aborda quadrinhos e discursos “estranhos”/polêmicos: Nação do Islã (Malcolm X, Dwight York), teorias raciais, alianças com o American Nazi Party, contraste com o movimento negro brasileiro, teorias da conspiração (Illuminati/John Todd) e quadrinhos doutrinários de Jack Chick e da seita Meninos de Deus. |
| Número 7 | “Quadrinhos Estranhos (2)” (Rod Tigre) | Por volta de 2023–início de 2024 | Continuação: repercussão e “haters” das HQs de Blenq e Jou Ventania; séries derivadas (Os Vitalícios Reguladores, de Fernando Torelly, e Asdza, o Guerreiro-Tupi); relevância cultural do super-herói brasileiro autêntico. |
| Número 8 | “Do Site Brasil Comics à Banca do Herói Nacional” (Rod Tigre) | Por volta de 2023–início de 2024 | História do site Brasil Comics, pesquisas sobre super-heróis brasileiros, marketing/multimídia, resgate das HQs de infância e consolidação da Banca do Herói Nacional. |
| Número 11 | “Os Super-Heróis de Ziraldo e suas Polêmicas” (Rod Tigre) | Por volta de 2024 | Percorre a carreira de Ziraldo no gênero (Capitão Tex, Teleco e Tim, Pererê, Menino Maluquinho) e as polêmicas (Dodó, Isauro etc.). |
| Número 12 | “Gigante Amaral e seus Amigos” (Rod Tigre e Gabriel Rocha) | Por volta de 2024 | Primeira coleção de action figuresexclusiva do Brasil (Cestas de Natal Amaral, a partir de 1958) e outras produções nacionais (Falcon/Torak etc.). |
| Número 15 | “As Novas Aventuras na Galáxia” (Rod Tigre e Gabriel Rocha) | Por volta de 2024–início de 2025 | Coleção Model Trem (mais valorizada do Brasil no mercado mundial), originada de moldes de Star Wars com personagens originais. |
| Número 19 | “Future Warriors – Guerreiros do Futuro” (Rod Tigre e Gabriel Rocha) | Por volta de início/meio de 2025 | Coleção Gulliver (anos 1990), estética Image Comics, heróis e vilões, tentativa de licenciamento para HQ (recusada em 2023). |
| Número 21 | “Quadrinhos Estranhos (3) – Carlos Latuff e Denyzz: Os cartunistas brasileiros mais radicais da atualidade” (Rod Tigre) | Julho/Agosto de 2025 (QI nº 194) | Menciona tiras/animações sobre Olavo de Carvalho e o histórico de grupos radicais (Ordem dos Mantos Negros, CCC, Tenório Cavalcanti). Analisa o contraste entre Carlos Latuff (esquerda radical) e Denyzz (niilista/alt-right), defendendo o padrão heroico frente à quebra de tradições. |
| Número 27 | “Desenhos Animados Brasileiros para Assistir no Youtube” (Rod Tigre) | Setembro/Outubro de 2025 (QI nº 195) | Lista comentada de animações brasileiras no YouTube (Tzubra Tzuma, produções da MTV, Fanito/Cadu Simões e lost medias). |
| Número 29 | “Os Super-Heróis Brasileiros do VHS (2)” (Rod Tigre) | Novembro/Dezembro de 2025 (QI nº 196) | Continuação sobre super-heróis brasileiros na TV/VHS (Capitão Arco-Íris, Capitão W, Máscara no Rá-Tim-Bum, Trapalhões, Casseta & Planeta e lost medias). |
| Número 36 | “Lost Medias Audiovisuais da Turma da Mônica” (Rod Tigre) | Outubro/Dezembro de 2026 (QI nº 200) | Mídias perdidas e recuperadas da Turma da Mônica (Romeu e Julieta 1978, piloto Terra do Arco-Íris 1975, curta de Natal 1980 e série educativa 1991). |
Série: Papos Tais
| Número | Título e Autor | Data de Lançamento | Informações e Conteúdo |
| Número 4 | Papos Tais N. 4 | Final de 2023 (Próximo ao QI nº 183) | Conversas entre Edgard Guimarães e Rod Tigre sobre a personagem Monkinha (inspirada na Mônica). Discussão sobre transformá-la em série infantil independente, convite a colaboradores do QI para HQs leves ou “animações” em PDF (Festival 2º&1/2), sugestões de turma (Mocinha, Cafezinho, Bolinha, Gatinho) e reflexão sobre o sucesso do quadrinho infantil brasileiro. |
Série: Os Primeiros Super-Heróis do Mundo
| Número | Título e Autor | Data de Lançamento | Informações e Conteúdo |
| Número 1 | “Dr. Semana” (Rod Tigre) | Por volta de 2023 | Personagem de 1860 (Henrique Fleiuss), um dos primeiros proto-super-heróis brasileiros, com Moleque, voo em “pano mágico”, treinamentos e crossovers. |
| Número 2 | “Sr. Brazil e Brazília” (Rod Tigre) | Por volta de 2023 | Símbolo pátrio do Império, desenhado por vários artistas, com a esposa índia Brazília. |
| Número 3 | “Solano Mata-Mulheres” (Rod Tigre) | Por volta de 2023 | Versão super-vilã de Solano López (1866) por Joseph Mill; também Pandokeu e o Pato Macho na Guerra do Paraguai. |
| Número 4 | “Redator e Amolador” (Rod Tigre) | Por volta de 2023 | Imitações (“second bananas”) do Dr. Semana no jornal gaúcho A Sentinella do Sul (1867-69). |
| Número 5 | “Arlequim e João Minhoca” (Rod Tigre) | Por volta de 2023 | Bonecos de teatro de marionetes que viraram revistas no século XIX (influência de Luigi Lupi e criação de Baptista). |
| Número 6 | “O Moleque” (Rod Tigre) | Por volta de 2023 | Sidekick do Dr. Semana (1860), primeiro personagem negro regular dos quadrinhos brasileiros. |
| Número 7 | “Os Primeiros Super-Heróis Japoneses” (Rod Tigre) | Novembro/Dezembro de 2023 (QI nº 184) | Tradição japonesa (Sarutobi Sasuke a partir do século XVII) e comparações com o pioneirismo brasileiro. |
| Número 10 | “Príncipe Gilberto, Príncipe Pery e Pandokeu” (Leonardo Albuquerque, colaboração de Rod Tigre) | Outubro/Dezembro de 2026 (QI nº 200) | Três personagens pioneiros de O Tico-Tico: Príncipe Gilberto (1907, Cícero Valladares, com lança mágica), Príncipe Pery (1910, Max Yantok, com anel mágico e teias psíquicas) e retomada do Pandokeu (1866). |
| Número 11 | “Homem Integral” (Leonardo Albuquerque, colaboração de Rod Tigre) | Outubro/Dezembro de 2026 (QI nº 200) | Personagem criado por Osvaldo Gouvêa e publicado na revista integralista Anauê! nº 14 (abril de 1937). Inspirado em Quarta Humanidade, de Plínio Salgado. Relacionado a conceitos de raça cósmica e usado por Leonardo Albuquerque em sua HQ Planetarium Muthagenesis Brasil. |
| Número 12 | “Yankee Doodle, Tio Sam, o Brazil e o Gigante Brasilião” (Leonardo Albuquerque, colaboração de Rod Tigre) | Outubro/Dezembro de 2026 (QI nº 200) | Compara símbolos patrióticos com características de super-heróis: Yankee Doodle e Tio Sam (EUA) e o personagem Brazil (Brasil), visto como equivalente nacional e desdobramento do Zé Caipora. |
série Liga dos Quadrinhistas Independentes
| Data | Sigla & N.º | Título / Tema | Autores |
| Jan/Fev 2025 | Liga_QI 1 | William Cabral | Rod Tigre |
| Mar/Abr 2025 | Liga_QI 2 | Darlei Nuñez | Rod Tigre e Edgard Guimarães |
| Nov/Dez 2025 | Liga_QI 3 | Sérgio Oliveira Jr. | Rod Tigre, Gabriel Rocha e Edgard Guimarães |
| Abr/Jun 2026 | Liga_QI 4 | Lincoln Nery | Rod Tigre e Edgard Guimarães |
| Out/Dez 2026 | Liga_QI 5 | Sávio Cristofoletti | Rod Tigre |
Lista de matérias para a Seção HQ em Foco e avulsas para o fanzine QI
Edição Título Link Resumo QI #158 Matéria sobre Johnny Fonseca Acessar QI #158 Obituário. Johnny Fonseca (1975 – 6/5/2019). Homenagem ao quadrinhista e fanzineiro precocemente falecido. Destaca sua atuação com personagens próprios (Raio Rubro, Sumo Brasuca, Nukanthu) e colaborações (Blenq, Jou Ventania, Punhal 777), a criação da Banca do Herói Nacional e seu trabalho de pesquisa sobre vilões brasileiros. QI #160 Matéria sobre o mago Leonardo de Albuquerque Acessar QI #160 Obituário. Leonardo de Albuquerque Machado (20/7/1964 – 31/5/2019). Biografia do mago e pesquisador que revelou os super-heróis de O Tico-Tico na 2ª Brasil Sul Comic Con (2013) e criou personagens como Planetariun Muthagenesis Brasil. QI #166 Homenagem a Jodil Acessar QI #166 Obituário. Jodil – Joás Dias de Lima (11/1/1950 – 5/9/2020). Texto sobre o artista multitalentoso, criador de Kutang (1964) e O Leopardo (1967), fanzineiro e ilustrador. QI #167 Matéria sobre Altair Gelatti e Rubens Cordeiro Acessar QI #167 Obituário duplo. Altair Gelatti (1/10/1931 – 25/10/2020), criador do Homem-Força; e Rubens Cordeiro (15/2/1934 – 7/12/2020), criador/desenhista de Patrulheiro Fantasma, Golden Guitar, Superargo e outros clássicos dos anos 1960. QI #187 HQ em Foco: O Tico-Tico em Foco – Dr. Alpha e Homem Infernal Acessar QI #187 Análise das republicações do Dr. Alpha (Minna/Mamakoosa) e do Homem Infernal (Clio), destacando que o Homem Infernal (maio/1937) antecipa o Garra Cinzenta. QI #188 Renascimento: Daniella Perez / Entrevista: José Eduardo Cimó Acessar QI #188 Texto sobre o documentário Santa Daniella Perez e entrevista inédita (2009) com José Eduardo Cimó, autor do tratado Heróis Nacionais. QI #189 HQ em Foco: Homem Lua Acessar QI #189 Análise do álbum Homem Lua (Criativo, 2022), com discussão sobre a data de criação do personagem (provavelmente 1961 ou antes) e HQs inéditas posteriores. QI #190 Capitão Caçula Acessar QI #190 Matéria sobre o raríssimo gibi publicitário do Capitão Caçula (1951), precursor visual e conceitual do Capitão 7. QI #191 Aventuras Eróticas Acessar QI #191 Comentários sobre o Aventuras Eróticas nº 11 (Grafipar, 1981), destacando histórias de Itamar, Shimamoto e Watson Portela (Leiser e Garanhão). QI #192 Miguel Penteado Acessar QI #192 Análise do livro Miguel Penteado: Em Defesa do Quadrinho Nacional (Criativo), com informações exclusivas sobre material inédito de Gedeone Malagola e a HQ de terror perdida de Maurício de Sousa. QI #193 Emir Ribeiro – O Exército de um Homem Só Acessar QI #193 Análise do livro biográfico sobre Emir Ribeiro (Criativo), com ênfase na Velta e no universo do autor. QI #194 Guerreiros da Água Acessar QI #194 Análise do gibi ecológico Guerreiros da Água (2006), escrito por Anne Raquel Sampaio e desenhado por Júlio Shimamoto. QI #195 O Misterioso Gibi do Piteco Acessar QI #195 Matéria sobre o gibi gratuito do Piteco distribuído no VI Salão da Criança (1966), raridade entre o fim de Bidu e o início de Mônica. QI #196 QG do Homem-Escudo Acessar QI #196 Texto sobre o site perdido QG do Homem-Escudo (Bruno Sauerbronn) e as HQs digitais que ele hospedava (Boi Bumbá, Tuba, Punhal 777, Águia Dourada etc.). QI #197 Paulo Hamasaki e Vamp, a Mulher Demônio Acessar QI #197 Análise do livro sobre Paulo Hamasaki (Criativo) e destaque para a personagem esquecida Vamp (Regiart, 1973). QI #198 Minami Keizi – As Origens do Mangá no Brasil Acessar QI #198 Análise do livro biográfico sobre Minami Keizi e discussão sobre os primeiros mangás brasileiros publicados em O Tico-Tico. QI #199 HQ em Foco: Eduardo Vetillo – Alma de Viajante Acessar QI #199 Análise do livro sobre Eduardo Vetillo (Criativo), com ênfase em suas adaptações televisivas (Spectreman etc.) e dúvida sobre a autoria do Superesse. QI #200 Terror Negro Acessar QI #200 Matéria sobre a retomada da revista Terror Negro pelo selo Ink&Blood Comics, com destaque para as HQs de Júlio Shimamoto (Satanásia) e Fernando Ikoma (Satã, a Alma Penada). QI #201 O Fantástico Jaspion – Séries Brasileiras! Acessar QI #201 Matéria sobre as diversas adaptações brasileiras em quadrinhos do Fantástico Jaspion (Bloch, Ebal, Abril e JBC), incluindo a fotonovela, as séries originais nacionais e o mangá recente.
| Edição | Título | Link | Resumo |
| QI #158 | Matéria sobre Johnny Fonseca | Acessar QI #158 | Obituário. Johnny Fonseca (1975 – 6/5/2019). Homenagem ao quadrinhista e fanzineiro precocemente falecido. Destaca sua atuação com personagens próprios (Raio Rubro, Sumo Brasuca, Nukanthu) e colaborações (Blenq, Jou Ventania, Punhal 777), a criação da Banca do Herói Nacional e seu trabalho de pesquisa sobre vilões brasileiros. |
| QI #160 | Matéria sobre o mago Leonardo de Albuquerque | Acessar QI #160 | Obituário. Leonardo de Albuquerque Machado (20/7/1964 – 31/5/2019). Biografia do mago e pesquisador que revelou os super-heróis de O Tico-Tico na 2ª Brasil Sul Comic Con (2013) e criou personagens como Planetariun Muthagenesis Brasil. |
| QI #166 | Homenagem a Jodil | Acessar QI #166 | Obituário. Jodil – Joás Dias de Lima (11/1/1950 – 5/9/2020). Texto sobre o artista multitalentoso, criador de Kutang (1964) e O Leopardo (1967), fanzineiro e ilustrador. |
| QI #167 | Matéria sobre Altair Gelatti e Rubens Cordeiro | Acessar QI #167 | Obituário duplo. Altair Gelatti (1/10/1931 – 25/10/2020), criador do Homem-Força; e Rubens Cordeiro (15/2/1934 – 7/12/2020), criador/desenhista de Patrulheiro Fantasma, Golden Guitar, Superargo e outros clássicos dos anos 1960. |
| QI #187 | HQ em Foco: O Tico-Tico em Foco – Dr. Alpha e Homem Infernal | Acessar QI #187 | Análise das republicações do Dr. Alpha (Minna/Mamakoosa) e do Homem Infernal (Clio), destacando que o Homem Infernal (maio/1937) antecipa o Garra Cinzenta. |
| QI #188 | Renascimento: Daniella Perez / Entrevista: José Eduardo Cimó | Acessar QI #188 | Texto sobre o documentário Santa Daniella Perez e entrevista inédita (2009) com José Eduardo Cimó, autor do tratado Heróis Nacionais. |
| QI #189 | HQ em Foco: Homem Lua | Acessar QI #189 | Análise do álbum Homem Lua (Criativo, 2022), com discussão sobre a data de criação do personagem (provavelmente 1961 ou antes) e HQs inéditas posteriores. |
| QI #190 | Capitão Caçula | Acessar QI #190 | Matéria sobre o raríssimo gibi publicitário do Capitão Caçula (1951), precursor visual e conceitual do Capitão 7. |
| QI #191 | Aventuras Eróticas | Acessar QI #191 | Comentários sobre o Aventuras Eróticas nº 11 (Grafipar, 1981), destacando histórias de Itamar, Shimamoto e Watson Portela (Leiser e Garanhão). |
| QI #192 | Miguel Penteado | Acessar QI #192 | Análise do livro Miguel Penteado: Em Defesa do Quadrinho Nacional (Criativo), com informações exclusivas sobre material inédito de Gedeone Malagola e a HQ de terror perdida de Maurício de Sousa. |
| QI #193 | Emir Ribeiro – O Exército de um Homem Só | Acessar QI #193 | Análise do livro biográfico sobre Emir Ribeiro (Criativo), com ênfase na Velta e no universo do autor. |
| QI #194 | Guerreiros da Água | Acessar QI #194 | Análise do gibi ecológico Guerreiros da Água (2006), escrito por Anne Raquel Sampaio e desenhado por Júlio Shimamoto. |
| QI #195 | O Misterioso Gibi do Piteco | Acessar QI #195 | Matéria sobre o gibi gratuito do Piteco distribuído no VI Salão da Criança (1966), raridade entre o fim de Bidu e o início de Mônica. |
| QI #196 | QG do Homem-Escudo | Acessar QI #196 | Texto sobre o site perdido QG do Homem-Escudo (Bruno Sauerbronn) e as HQs digitais que ele hospedava (Boi Bumbá, Tuba, Punhal 777, Águia Dourada etc.). |
| QI #197 | Paulo Hamasaki e Vamp, a Mulher Demônio | Acessar QI #197 | Análise do livro sobre Paulo Hamasaki (Criativo) e destaque para a personagem esquecida Vamp (Regiart, 1973). |
| QI #198 | Minami Keizi – As Origens do Mangá no Brasil | Acessar QI #198 | Análise do livro biográfico sobre Minami Keizi e discussão sobre os primeiros mangás brasileiros publicados em O Tico-Tico. |
| QI #199 | HQ em Foco: Eduardo Vetillo – Alma de Viajante | Acessar QI #199 | Análise do livro sobre Eduardo Vetillo (Criativo), com ênfase em suas adaptações televisivas (Spectreman etc.) e dúvida sobre a autoria do Superesse. |
| QI #200 | Terror Negro | Acessar QI #200 | Matéria sobre a retomada da revista Terror Negro pelo selo Ink&Blood Comics, com destaque para as HQs de Júlio Shimamoto (Satanásia) e Fernando Ikoma (Satã, a Alma Penada). |
| QI #201 | O Fantástico Jaspion – Séries Brasileiras! | Acessar QI #201 | Matéria sobre as diversas adaptações brasileiras em quadrinhos do Fantástico Jaspion (Bloch, Ebal, Abril e JBC), incluindo a fotonovela, as séries originais nacionais e o mangá recente. |
matérias da seção Heróis BR da revista Mundo dos Super-Heróis (Editora Europa). As matérias foram realizadas com Rod Tigre em parceria com outros autores, mas ele alega que são de sua autoria praticamente total, algo que seus trabalhos posteriores confirmam:
| Seção | Título da Matéria | Sujeito / Descrição da Matéria | ||
| Nº 12 | Setembro/Outubro 2008 | Heróis BR | O Adeus ao Mestre Eugênio Colonnese | Matéria em homenagem ao desenhista e criador de heróis clássicos como Mirza, a Mulher-Vampiro e o Morto do Pântano. |
| Nº 13 | Novembro/Dezembro 2008 | Heróis BR | Alguns Motivos pra Não Esquecer Gedeone | Registro e homenagem ao quadrinhista Gedeone Malagola, criador do Raio Negro e do Homem de Múltiplo Aparelho. |
| Nº 14 | Janeiro 2009 | Heróis BR | Cláudio Seto, Samurai Brasileiro | A trajetória e o legado de Cláudio Seto nos quadrinhos nacionais e na introdução do estilo mangá no Brasil. |
| Nº 15 | Março/Abril 2009 | Heróis BR | A Magia dos Mangás Holy Avenger | Análise da criação, impacto e sucesso da série de quadrinhos Holy Avenger no mercado brasileiro. |
| Nº 16 | Maio/Junho 2009 | Heróis BR | Argentino de Alma Brasileira: Rodolfo Zalla | Perfil e homenagem ao mestre Rodolfo Zalla, influente desenhista e editor radicado no Brasil. |
| Nº 17 | Julho/Agosto 2009 | Heróis BR | No Auge Artístico – Júlio Shimamoto | Matéria focada no estilo e na trajetória artística do influente quadrinhista Júlio Shimamoto. |
| Nº 18 | Setembro/Outubro 2009 | Heróis BR | Vigilante Rodoviário | Retrospectiva sobre a icônica série e HQ do Vigilante Rodoviário (Inspetor Carlos e o cão Lobo). |
| Nº 19 | Novembro/Dezembro 2009 | Heróis BR | Traço de Herói: Osvaldo Talo | Perfil do artista e desenhista Osvaldo Talo e sua contribuição às artes visuais e HQs nacionais. |
| Nº 20 | Janeiro/Fevereiro 2010 | Heróis BR | Saudoso Editor: Minami Keizi | Homenagem a Minami Keizi, pioneiro da EDREL e articulador de quadrinhos de estilo oriental no Brasil. |
| Nº 21 | Março/Abril 2010 | Heróis BR | Fera Radical: Leão Negro | Análise do universo e criação da HQ Leão Negro, de Cynthia Carvalho e Danusio Gonçalves. |
| Nº 22 | Maio/Junho 2010 | Heróis BR | Lutador Incansável: Franco de Rosa | Perfil do editor, roteirista e desenhista Franco de Rosa e sua trajetória no mercado nacional. |
| Nº 23 | Julho/Agosto 2010 | Heróis BR | Quebradeira Geral – Quebra-Queixo | Análise do herói cômico-satírico Quebra-Queixo, criação do quadrinhista Marcelo Campos. |
| Nº 24 | Setembro/Outubro 2010 | Heróis BR | Vigilante Rodoviário | Reprise/continuação da abordagem sobre a franquia e o legado do Vigilante Rodoviário. |
| Nº 25 | Novembro/Dezembro 2010 | Heróis BR | Artista Fantástico: Mozart Couto | Perfil do quadrinhista e ilustrador Mozart Couto, destacando seus trabalhos no Brasil e no exterior. |
| Nº 26 | Março/Abril 2011 | Heróis BR | Volta por Cima: Watson Portela | Análise da obra e da marcante trajetória do desenhista e autor Watson Portela. |
Seção Heróis da América Latina Revista Mundo dos Super-Heróis (Editora Europa)
| Edição | Data Aproximada | Seção | Título da Matéria | Sujeito / Descrição da Matéria |
| Nº 20 | Janeiro/Fevereiro 2010 | Heróis da América Latina | Tragédias e Super-Heróis na HQ Argentina | Análise centrada na figura de Héctor Oesterheld, abordando sua trajetória, obra e a relação entre as tragédias históricas e políticas da Argentina e a criação de super-heróis no país. |
| Nº 21 | Março/Abril 2010 | Heróis da América Latina | O Papa na sua Versão mais Pop (Homo Pater) | Matéria sobre Homo Pater, publicação satírica argentina que retrata o Papa de forma pop e heróica. |
| Nº 22 | Maio/Junho 2010 | Heróis da América Latina | Grandes Poderes Originários do Som (Sonoman) | Perfil do clássico herói argentino Sónoman, criado por Oswal nos anos 1960, cujas habilidades derivam de frequências sonoras. |
| Nº 25 | Novembro/Dezembro 2010 | Heróis da América Latina | Siga-me os Bons (Chapolin Colorado) | Retrospectiva sobre o Polegar Vermelho, criado por Roberto Gómez Bolaños na TV mexicana e suas adaptações para as HQs. |
| Nº 26 | Março/Abril 2011 | Heróis da América Latina | Poderes Latinos (Tamakún e Kalimán) | Panorama sobre os icônicos heróis populares Tamakún, el Vengador Errante e Kalimán, sucessos na rádio e nas HQs caribenhas/mexicanas. |
| Nº 32 | Março/Abril 2012 | Heróis da América Latina | O Santo | Trajetória do lendário lutador de lucha libre mexicana El Santo, que migrou dos ringues para quadrinhos, cinema e cultura pop. |
Matérias não-creditadas que Rod alega terem sido escritas por ele ou baseadas a partir de suas pesquisas
| Edição | Data de Lançamento | Título da Matéria | Sujeito / Descrição da Matéria |
| Mundo dos Super-Heróis nº 27 | Março / Abril de 2011 | Dossiê Mauricio de Sousa | Edição especial sobre a vida e obra do criador da Turma da Mônica. |
| Mundo dos Super-Heróis nº 36 | Agosto / Setembro de 2012 | Matéria sobre Edmundo Rodrigues | Homenagem ao mestre dos quadrinhos brasileiros e ex-editor da EBAL. |
| Mundo dos Super-Heróis – Edição Extra nº 1: Terra de Heróis | Julho de 2015 | Terra de Heróis | Guia especial dedicado exclusivamente aos super-heróis e vigilantes do quadrinho nacional, incluindo destaque para O Doutrinador. |
obras de outros autores com participação de Rod Tigre
| Título | Autor principal | Editora / Produção | Ano | Participação de Rod Tigre |
| Batman A Trajetória: Qual o Segredo do Morcego? | Lincoln Nery | Clube de Autores / Agbook | 2016 | Artigo inédito |
| Os SE7E Volume 2 – Capítulo 0 | Eberton Ferreira | Estudio Ton | 2020 | Artigo “A História Secreta do grupo Os Sete” |
| A Filosofia Linear | Cássio Guilherme | Editora Linear | 2007 (1ª edição) | Alguns artigos a partir de 2022 (versões atualizadas) |
| O Integralismo Linear (Doutrina Linear) | Cássio Guilherme | Editora Linear | 2007 (1ª edição) | Alguns artigos a partir de 2022 (versões atualizadas) |
| Sketchbook Rodolfo Zalla (coleção Sketchbook Custom) | Rodolfo Zalla | Editora Criativo | 2007 | Depoimento |
Obras com citação de Rod Tigre na bibliografia
| Título | Autor principal | Editora / Produção | Ano |
| Brasil Comics | Lincoln Nery | Clube de Autores | 2011 (1ª edição) 2019 (edição expandida) |
| Universo Nerd Essencial Herói | Franco de Rosa | Editora Geek | Setembro de 2016 |
| Guia dos Super-Heróis Esquecidos | Vários Autores | On Line Editora | Outubro de 2018 |
| Gedeone: O Guerreiro dos Quadrinhos - Biografia Autorizada | Roberto Guedes | Editora Criativo | 2022 |
Obra escrita por Rod Tigre não-creditada (Ghost Writer)
| Título | Autor principal | Editora / Produção | Ano |
| Grande Almanaque dos Super-Heróis Brasileiros (Obra escrita por Rod Tigre não-creditada / Ghost Writer) | Não-creditado (Ghost Writer) | Chiaroscuro Studios | Dezembro de 2019 |
Teses acadêmicas com citação de Rod Tigre na bibliografia
| Título / Tema | Autor(a) | Data | Tipo / Veículo / Instituição | Citação Específica sobre Rod Tigre |
| Christmas in the Crosshairs: Two Thousand Years of Denouncing and Defending the World's Most Celebrated Holiday | Gerry Bowler | 13/10/2016 | Livro / Oxford University Press | Cita o livro "Lendas do Natal Brasileiro: Vovô Índio e Pai João", destacando a pesquisa de Rod Tigre sobre a figura do Vovô Índio no folclore e nas tradições natalinas brasileiras. |
| A fantástica história de Francisco Iwerten: hiper-realidade e simulacro nos quadrinhos do Capitão Gralha | Ivan Carlo Andrade de Oliveira | 2017 | Tese de Doutorado / Universidade Federal de Goiás (UFG) | Cita uma publicação em um blog extinto mantido por Rod Tigre, na qual ele afirmava a existência real do quadrinista Francisco Iwerten. |
| Como um vilão brasileiro dos quadrinhos influenciou a criação do Batman: A Garra Cinzenta ataca! | Valéria Aparecida Bari | Novembro de 2019 | Artigo Científico / Revista Cajueiro (v. 1, n. 2, p. 106–179 — UFS) | Cita expressamente a pesquisa e os resgates documentais produzidos por Rod Tigre acerca da trajetória de A Garra Cinzenta e da preservação da memória dos quadrinhos clássicos brasileiros. |
Entrevistas que Rod Tigre realizou com mestres do quadrinho nacional, artistas independentes, colecionadores e fanzineiros para sites e fanzines
| Artista Entrevistado | Data Original | Veículo / Site Original | Republicações |
| Gedeone Malagola | Fevereiro de 2006 | CQB (Parte 1 / Parte 2) | Bigorna (08/09/2010): Link |
| Eugenio Colonnese | Outubro de 2006 | CQB (Link) | Bigorna (01/09/2010): Link |
| Cláudio Seto | 25/02/2007 | Tony Fernandes Estúdios Pégasus (Link) | — |
| Bartolomeu Vaz | Data N/D | CQB (Link) | Quadrinharte (06/02/2009): Link |
| Sérgio Morettini | 05/08/2008 | Quadrinharte (Link) | — |
| Bruno Messias | 28/01/2009 | Quadrinharte (Link) | — |
| José Salles | 12/02/2009 | Quadrinharte (Link) | — |
| Emir Ribeiro | Junho de 2009 | CQB (Link) | — |
| Franco de Rosa | 21/07/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| Manoel de Souza | 14/08/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| Gabriel Rocha | 04/09/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| Lorde Lobo | 11/09/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| Darley Nunez | 20/09/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| Alexandre Nagado | 21/09/2009 | Impulso HQ (Link) | Bigorna (12/05/2011): Link |
| Quiof | 25/09/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| Edvanio Pontes | 29/09/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| Fernando Ikoma | 23/12/2009 | Impulso HQ (Link) | — |
| José Eduardo Cimó | 13/01/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Nelson Almirante (criador do Pirulito Escarlate) | 10/02/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Sávio Cristofoletti | 04/03/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Krisnas | 10/03/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Sergio Oliveira | 30/03/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Lincoln Nery | 24/04/2010 | Jou Ventania Blogspot (Link) | — |
| William Cabral | 17/05/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Cynthia Carvalho (criadora do Leão Negro) | 28/06/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Antônio Luiz Ribeiro | 29/07/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Tony Fernandes | Data N/D | Desconhecido | Bigorna (18/10/2010): Link Ricalexhq (17/10/2015): Link |
| Luis Schiavon | 18/10/2010 | Impulso HQ (Link) | — |
| Demétrio Alexandre (criador do Rudamon) | 11/01/2011 | Impulso HQ (Link) | — |
| Mauricio Roselli Augusto (criador da Águia Dourada) | 25/01/2011 | Impulso HQ (Link) | — |
| Fábio Santoro (colecionador) | 27/01/2011 | Tony Fernandes Estúdios Pégasus (Link) | — |
| Wagner Ramari (ilustrador da Turma da Mônica) | 04/02/2011 | Impulso HQ (Link) | — |
| Carlos Henry | 26/09/2011 | Impulso HQ (Link) | — |
| Lancelott / Bartolomeu Martins (Catalogador) | 13/10/2011 | Impulso HQ (Link) | — |
| Athos Eichler Cardoso | 11/03/2014 | Impulso HQ (Link) | — |
| Douglas Galindo (ilustrador do Capitão 7) | Data N/D | Impulso HQ (Link) | — |
| Isaías Santos Silva (quadrinhista independente) | Julho de 2021 | Fanzine Múltiplo nº 57 | — |
| Carlos Alberto Oliveira (criador do Asa Psique e editor do fanzine Epopeia Potiguar) | Data N/D | Fanzine No Mundo das HQ | Fanzine Múltiplo nº 92 (Junho de 2024) |
Documentários produzidos por Rod Tigre
| Título / Tema | Link | Data de Publicação | Duração | Assunto Principal |
| Santa Daniella Perez | Assistir no YouTube | 28/12/2018 | 1h 47m 42s | Focado na atriz/bailarina Daniella Perez e no culto de devoção espiritual/relatos de milagres surgidos após sua morte (sem focar no crime). |
| A Indústria de Carros Nacionais Sabotada (PUMA, UIRAPURU, GURGEL, etc.) | Assistir no YouTube | 11/02/2009 | 1h 44m 02s | História das marcas automotivas brasileiras extintas; complementa livro do autor e é o vídeo mais visto do canal. |
| A História do Garage Art Cult (Tributo ao Fábio Costa) | Assistir no YouTube | 13/01/2020 | 11m 45s | Memória do icônico bar de rock carioca dos anos 90 e homenagem a Fábio Costa. |
| Gustavo Barroso, o Criador do Príncipe Oscar | Assistir no YouTube | 23/06/2000 | 34m 01s | Pesquisa sobre Gustavo Barroso e o personagem de O Tico-Tico (1908), defendido como o primeiro super-herói moderno do mundo. |
| Trilogia Tawantinsuyu (Pt. 1): A Restauração do IMPÉRIO DO SOL! | Assistir no YouTube | 08/07/2021 | 23m 53s | Primeira parte sobre a história do Império Inca e suas ramificações com o Brasil (Antisuyu). |
| Trilogia Tawantinsuyu (Pt. 2): BRASIL INCA! Viva o Império de Tawantinsuyu! | Assistir no YouTube | 08/03/2022 | 1h 03m 57s | Segunda parte focada nas conexões diretas entre o Império Inca e o território brasileiro. |
| Trilogia Tawantinsuyu (Pt. 3): Renasce o Império do Sol | Assistir no YouTube | 08/03/2022 | 53m 38s | Encerramento da trilogia sobre a restauração e renascimento simbólico/cultural do Tawantinsuyu. |
Obras musicais de Rod Tigre
| Banda / Projeto | Trabalho | Formato / Tipo | Data | Função de Rod Tigre |
| Crianças 121 | Fita K7 | Cassete | 2004 | Vocal e letra |
| 7 Vidas | Demo | Demo | 2010 | Vocal e letra |
| 7 Vidas | Dias de Loucura | Álbum / EP | Abril de 2013 | Vocal e letra |
| 7 Vidas | É isso que o rock’n’roll faz | Álbum / EP | Maio de 2014 | Vocal e letra |
| 7 Vidas | Quanto mais pop melhor | Álbum / EP | Maio de 2014 | Vocal e letra |
| 7 Vidas | Overdose de Crueldade | Álbum | Setembro de 2020 | Vocal e letra |
| Odiados | Pátria Amada | Faixa (coletânea) | 2020 | Vocal e letra |
| Aço Verde | Os Protocolos | Single | Fevereiro de 2026 | Vocal e letra (como Harpia Linear) |
| Ordem Nativa | — | Trabalho | 2026 | Letrista |
10 MELHORES GIBIS (e apresentação de Marcio Baraldi)
